06/04/16

Sociedade - O Meu Colega e Amigo, Professor Guilherme Koehler, interpela-nos com o paradoxo entre a representatividade política, numa sociedade de massas, como a nossa...



«A sociedade de massas e a representação da sociedade perante o governo.

O desejo da constituição substituir o sistema natural da nossa sociedade em que muitos tinham grandes expectativas para a estabilidade do país, foi feita com base em retalhos e cedências contraditórias, cuja eficiência real depende das interpretações momentâneas que os partidos que governam queiram dar-lhe.

Delineou-se um esquema em que os interesses reais não podem ser representados, pois estes encontram-se na Família em que cada um vive, na profissão que exerce, na comunidade local em que mora e todas estas expressões da vida social desapareceram no plano representativo. Ficaram apenas os indivíduos que, no seu conjunto, constituem o Povo soberano. Mas este Povo é o "povo de administrados" e os indivíduos são absorvidos cada vez mais na engrenagem estatal. 

Quando podem exprimir a sua vontade e escolher os seus representantes, são dirigidos pela máquina da propaganda e, por isso, a representação torna-se a manipulação da sociedade pelo poder, ou seja, a manipulação exercida pelo Estado e pelos detentores dos meios de fabricar a opinião pública, em lugar de ser a ligação da sociedade com o poder.

Com isto as instituições representativas entraram em decadência e começaram a ser apenas decorativas. Na sociedade de massas não há governo representativo, nem representação da sociedade perante o governo.» in https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10204428626435095&set=gm.1034920916561709&type=3&theater

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