31/12/25
Arte Pintura - Acácio Lino, sempre inspirado na paisagem rural que o viu nascer e criar: "Paisagem Rural", 1940.
27/11/25
Amarante Gatão - O jesuíta Padre António de Magalhães foi um amigo assíduo de Poeta do Marão, Teixeira de Pascoaes e escreveu muito sobre a sua obra.

O Padre António de Magalhães escreveu num dos seus trabalhos sobre o Poeta do Marão:
«Teixeira de Pascoaes nasceu poeta e místico, numa época sem poesia nem misticismo. A poesia, salvo raríssimas excepções, a custo se desprendera das cadeias pseudo-clássicas do século XVIII e no romantismo português raramente aflorou autêntica. Afogou-se em sentimentalidades ou evaporou-se em artifícios.
«Genuíno misticismo cristão era coisa que não existia em Portugal com projecção na literatura. O que havia era o misticismo radicalmente cristão mas expressivamente naturalista do Junqueiro de «Os Simples».
«Teixeira de Pascoaes viveu inconscientemente agudo conflito espiritual: o de alma vitalmente poética e religiosa, num meio em que a Religião Católica, desvitalizada, se reduzia a cadavéricas formas inanimadas e a escola se desconjuntava no signo do mais vazio positivismo. Só lhe restava uma solução: a que espontânea, instintivamente deu ao seu problema: refugiar-se em si próprio, multiplicar-se no convívio com a natureza.» in fotobiografia "Na Sombra de Pascoaes" de Maria José Teixeira de Vasconcelos
Correspondência: de Pascoaes ao P. António de Magalhães, S. J.
https://www.jstor.org/stable/40335222
#amarante #arte #escritor #poeta #teixeiradepascoaes #jesuíta
19/11/25
Amarante Literatura - Em 1949, o Eduardo e o Ernesto Veiga de Oliveira vêm mais uma vez visitar Pascoaes e trazem consigo o poeta Eugénio de Andrade.
Mais um amigo que chega. Pascoaes tinha ido esperá-los ao caminho e abre-lhes os braços. Conversam animadamente e Pascoaes logo afirma: «Eu devo ter-me enganado muitas vezes, mas nunca menti.»
O Eugénio descreve-o assim:
«O Pascoaes que eu conheci, já velho, é certo, era magnifico e luminoso: espontâneo e simples como as crianças, mas também terrível e acusador como um profeta do Velho Testamento. A sua presença era inquieta e feliz, não deixando nada em sossego em nome da verdade.»
«A mentira era para ele o maior dos pecados mortais.»
(...)
«Olhava-o deslumbrado. No primeiro momento Pascoaes pareceu-me velho, muito mais velho do que eu imaginara. Nunca o vira antes e apenas o conhecia de antigos retratos. Mas essa impressão desfez-se logo. Ele era vida prodigiosa, ímpeto, espeço aberto. Sobretudo diante do Marão.» in "Na sombra de Pascoaes" de Maria José Teixeira de Vasconcelos
#arte #literatura #poesia #teixeiradepascoaes #eugéniodeandrade
05/11/25
Amarante Poesia - Teixeira de Pascoaes, o Grande Poeta e Pensador incompreendido no seu tempo e no seu país...

Os rios são de luz,
E de oiro são as fontes.
Ê de oiro o mar azul,
Que banha os horizontes.
O arbusto que rebenta,
É um Lázaro a quebrar
A tampa do sepulcro,
Ouvindo o sol chamar!
O aroma é tão intenso,
Em Maio, nos outeiros.
Que tolda os claros céus
De vagos nevoeiros.
A luz do sol caindo.
Alegre, sobre a aldeia,
As pedrinhas do chão
E as águas incendeia!
Doira a face espelhada
E lívida dos mármores;
E chuveiros de tinta
Esparge sobre as árvores.
Crescendo, a cor alaga
O vale, o campo, a serra.
E já mal se distingue
O céu azul da terra.
Teixeira de Pascoaes | Vida Etérea
https://ensina.rtp.pt/artigo/sao-paulo-de-teixeira-de-pascoaes
01/10/25
Amarante Arte - Como o escritor Teixeira de Pascoaes, descreveu a forma como foi tocado artisticamente por um Pinheiro Manso, em Gatão, Casa de Pascoaes.

08/10/24
20/03/24
Amarante Câmara Municipal - Este fim de semana terá duas magnificas exposições em Amarante: "A Poesia Sem Verso" de Mário Cesariny e "Amor em Quarentena, de Nuno Viana.

21/08/23
Amarante Casa da Granja - Inauguração da Exposição de Pintura, Design e Escultura "Peripécias", da artista Helena de Medeiros, dia 16 de Setembro, pelas 16 horas.

01/06/23
29/03/23
09/01/23
06/12/22
Amarante Arte - A Casa da Granja inaugura, a 10 de dezembro, sábado, a exposição “Farfalhar Interpessoal”, uma coletiva de pintura, desenho, escultura e fotografia, que junta artistas de quatro nacionalidades diferentes: Amber Rose (Inglaterra); Wiola Stankiewicz e Zuzzana Hope (Polónia) e Baltazar Portillo (El Salvador).

Exposição inaugura a 10 de dezembro, sábado, pelas 16 horas.
A Casa da Granja inaugura, a 10 de dezembro, sábado, a exposição “Farfalhar Interpessoal”, uma coletiva de pintura, desenho, escultura e fotografia, que junta artistas de quatro nacionalidades diferentes: Amber Rose (Inglaterra); Wiola Stankiewicz e Zuzzana Hope (Polónia) e Baltazar Portillo (El Salvador).
Estes quatro artistas, que realizam normalmente exposições conjuntas, formam um grupo internacional que, anteriormente, administrou duas galerias no Porto – Divisão Zero e Untitled – onde recebiam exposições temporárias e eventos como o Open Studio, que ficou conhecido como o “Sobe e Desce”.
Em conjunto, vão apresentar 50 obras (pintura, escultura, desenho e fotografia) em formato médio e grande. A mostra estará patente ao público até ao dia 4 de fevereiro de 2023.
Os artistas
Amber Adela Rose nasceu na Grã-Bretanha em 1980. Estudou Art and Drawing Foundation na The Slade School of Fine Art, Londres, e History of Art with Materials na University College London, antes de partir para as Américas onde trabalhou para a I-20 Gallery em Nova Iorque (2001), Galeria Azul y Blanco em São Salvador, El Salvador (2003-2005) e onde montou e dirigiu a Galeria Istmo em Granada, Nicarágua (2005-2007). Durante todos estes anos fez também parte do coletivo de artistas e Espaço Cultural La Fabri-K em São Salvador, El Salvador.
Ao voltar para a Europa, em 2016, criou com o seu marido, escultor, o projeto Untitled Art Project, na cidade do Porto, um espaço de Estúdio/Galeria que agora se encontra situado em Santo Tirso. O seu trabalho centra-se na “stain painting” e outras matérias-primas para dar forma ao ambiente rural, urbano e paisagens sonoras que a cercam.
Expõe regularmente, realizando inúmeras exposições individuais e participando em inúmeras mostras coletivas na América Central, América do Norte, Austrália, Holanda e Grã-Bretanha. Foi vencedora do Primeiro Prémio “XXV Prémio Palmarés de Pintura”, El Salvador (2010), e Menção Honrosa na “Sumarte”, Museu de Arte (MARTE), El Salvador (2010-2011).
Recentemente, em 2019, realizou uma exposição individual na Guatemala.
O seu trabalho está presente na Fundação Ortiz Gurdián (Nicarágua), Philip Morris (El Salvador), no Museu de Arte Latino-Amaricana (Estados Unidos da América) e no The Smithsonian Museum (Estados Unidos da América).
Wiola Stankiewicz é uma artista nascida, em 1987, em Elbląg, Polónia.
Ingressou na Academia de Belas Artes de Gdańsk, em 2007, onde, durante os seus estudos, participou num programa de intercâmbio estudantil com a Escola Superior Artística do Porto.
Pouco depois de se formar na Academia de Belas Artes, na Polónia, regressou a Portugal e prosseguiu a sua formação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Ali aconteceram as suas primeiras exposições individuais e coletivas.
Atualmente trabalha principalmente em pintura, mas também em desenho, escultura e design.
Os seus trabalhos encontram-se em coleções privadas, galerias e museus em Portugal, Polónia e Alemanha.
Expõe regularmente, realizando várias exposições individuais e participando em inúmeras mostras coletivas em Portugal, Polónia e Alemanha, entre outros países.
Baltasar Portillo nasceu em São Salvador, El Salvador, em 1967. Formou-se na Universidade de Miami, Estados Unidos da América (1987-1992).
Trabalha em escultura desde 1995.
É membro da Furniture Society of North America desde 1996. Uma das suas peças, “Skeletoid Chair”, foi selecionada pela Furniture Society of North America e representou a Sociedade na sua exposição anual durante a ICFF Design Week 2010 em Nova Iorque. A sua peça “Armadillo Chair” foi selecionada e obteve uma Menção Honrosa durante a BIDDIMAD 2012 (Bienal Ibero-americana de Desenho, Madrid, Espanha). Em 2010 foi o artista do mês para o Museu de Arte de El Salvador (MARTE). Recentemente, uma das suas obras escultóricas, “Cátedra Mecânica”, foi adicionada à coleção Galila Barzilai Hollander Colleciton em Bruxelas.
Tem realizado várias exposições individuais e participado em inúmeras mostras coletivas em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Estados Unidos da América, República Dominicana, Alemanha, Espanha, entre outros.
Obteve o reconhecimento do National Registry Center – Innovation Award 2007 e Talent Of The Year 2003 – bem como o reconhecimento da Embaixada da República Dominicana e Galeria 91 que lhe concedeu o Talent Of The Year 2000.
Zuzanna Hope (nome de solteira Olowska) nasceu em Gdansk, Polónia, em 1983, numa família de artistas.
Formou-se em arte e design de interiores na Academia de Belas Artes de Gdansk, Polónia (2007-20011), e especializou-se em pintura a óleo contemporânea e design de interiores.
Trabalha principalmente com pintura a óleo, desenho, fotografia e design.
As suas obras encontam-se em coleções privadas, galerias e museus em Portugal, Polónia, Inglaterra e Emirados Árabes Unidos. Tem realizado várias exposições individuais e participado em inúmeras mostras coletivas em Portugal e no estrangeiro.
Trabalhou como pintora de murais, designer de interiores, gráfica e consultora de arte em Shoreditch, Londres, antes de criar uma galeria de arte alternativa denominada Division Zero, na cidade do Porto, onde expôs as suas obras, recebeu exposições temporárias e fez a curadoria de outros artistas.
Colaborando com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Zuzanna, hospedou na sua quinta vários artistas onde criou uma residência artística com uma exposição final no Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, Porto (2018).
Recentemente montou a Galeria Muso em Amarante, um espaço dedicado à criação e exposição de arte internacional, a qual também dirige.» in https://amarantemagazine.sapo.pt/sociedade-e-cultura/casa-da-granja-mostra-farfalhar-interpessoal/
14/10/22
Arte Desenho - Estou muito feliz com o livro que a minha ex-colega Silvia Lamas vai apresentar, ainda mais um livro brilhantemente ilustrado pelo igualmente meu amigo, Armando Meireles, funcionário da Escola Secundária de Amarante!

25/03/22
05/10/21
Amarante Arte - A Pintora Amarantina Joana Antunes, para mim sempre jovem, com rosto de menina liceal, sempre a interpelar-nos com a sua Arte... aqui com "Mulher Órbitra"!
06/08/20
Amarante Arte - Galeria Fernando Santos reúne obras de 30 artistas sobre a ligação entre comida e arte no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso.
Galeria Fernando Santos reúne obras de 30 artistas sobre a ligação entre comida e arte no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso. Interrompida pela pandemia, a exposição fica até 30 de agosto
A medalha de exposição com o título mais assertivo do ano está entregue a Fuck Art, Let’s Eat (tradução livre: Que se f... a arte, vamos comer), que reúne obras de 30 artistas no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardozo, em Amarante, até 30 de agosto.
Com curadoria de Fernando Santos, a exposição chegou a Amarante – de onde o galerista é natural – a 22 de fevereiro e é a continuação da que realizou na sua galeria no Porto, entre setembro e novembro de 2019, e para a qual desafiou artistas a criarem peças que explorassem a ligação entre a arte e a gastronomia.
Entre os artistas que aceitaram o repto estão nomes como Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Joana Vasconcelos, Nikias Skapinakis e Rui Sanches, que na inauguração da exposição disse: "A arte come-se com os olhos e a gastronomia com a boca, os olhos, o nariz e, portanto, acho que é uma ligação que existe desde sempre. Os artistas sempre representaram a comida, a comida esteve sempre associada à arte, portanto só faz sentido fazer isto."
Fuck Art, Let’s Eat é também o que se lê, em letras néon vermelhas, na entrada do restaurante de Fernando Santos, o Oficina, que fica na mesma rua da sua galeria, a Rua Miguel Bombarda, no Porto – o néon é uma obra de Filipe Marques, criada em 2017 para a abertura do restaurante e demonstra como a interseção entre comida e arte é um ponto de interesse antigo para o galerista.
Fica a dúvida, porém: será a comida melhor do que a arte? Tem até 30 de agosto para descobrir a resposta, no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante. O acesso está limitado a 15 pessoas de cada vez e visitas em grupo só por marcação.» in https://www.sabado.pt/vida/detalhe/ha-arte-para-comer-com-os-olhos-em-amarante
26/08/19
José Gonçalves, "A. MAGALHÃES. PALAVRAS QUE NÃO SE AUSENTAM" dezembro de 2017.

15/04/16
Amarante Arte - A partir desta sexta-feira, 15 de abril, e até ao dia 31 de maio, a Igreja de São Gonçalo acolhe a obra “A Rainha”, da artista Cristina Rodrigues.

«Igreja de São Gonçalo em Amarante acolhe “A Rainha”, da artista Cristina Rodrigues
15/04/2016, 10:43
A partir desta sexta-feira, 15 de abril, e até ao dia 31 de maio, a Igreja de São Gonçalo acolhe a obra “A Rainha”, da artista Cristina Rodrigues.
“A Rainha”, que já esteve em vários monumentos, será instalada pela artista e pela equipa do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, especialmente para a vinda da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Igreja de S. Gonçalo de Amarante, que decorre esta sexta-feira.
São parceiros deste projeto expositivo a Paróquia de S. Gonçalo, o Município de Amarante, o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, o Município de Idanha-a-Nova e o CCR – Centro Cultural Raiano.» in http://www.averdade.com/pagina/seccao/19/noticia/12441?utm_source=e-goi&utm_medium=email&utm_term=Newsletter+A+VERDADE&utm_campaign=Newsletter+A+VERDADE
29/06/15
Amarante Arte - Vinte e cinco violas amarantinas de cor marfim, desenhadas à mão, estão a ser usadas pela artista Cristina Rodrigues, no seu atelier situado num espaço anexo ao Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, para a sua próxima instalação, intitulada "A Gaiola".

«Amarante: Cristina Rodrigues constrói “A Gaiola” com 25 violas amarantinas
29/06/2015, 09:44
Vinte e cinco violas amarantinas de cor marfim, desenhadas à mão, estão a ser usadas pela artista Cristina Rodrigues, no seu atelier situado num espaço anexo ao Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, para a sua próxima instalação, intitulada "A Gaiola".
Apaixonada pela etnografia de Amarante, Cristina Rodrigues criou recentemente “A Manta Amarantina”, uma instalação em grande escala, executada em conjunto com as tecedeiras da freguesia de Fridão, no âmbito de uma parceria estabelecida com o Município. A peça integrada na exposição “O Céu desde à Terra”, e realizada a propósito das comemorações dos 25 anos da classificação, pela UNESCO, do Mosteiro de Alcobaça como Património da Humanidade, estará patente ao público até 31 de agosto.» in http://www.imprensaregional.com.pt/averdade/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MjoiMTkiO3M6MTA6ImlkX25vdGljaWEiO3M6NToiMTA3MTAiO30=
13/04/15
Amarante Arte - Para isso, a artista concebeu, com o apoio do Município de Amarante, “A manta amarantina”, inspirada nas mantas tradicionais que, ainda hoje, continuam a fazer-se em algumas freguesias do Município, como Bustelo e Fridão.
«Amarante: "A manta amarantina" exposta no Mosteiro de Alcobaça
13/04/2015, 17:50
Oito grandes instalações contemporâneas de Cristina Rodrigues vão estar patentes no Mosteiro de Alcobaça, entre 18 de abril a 31 de agosto, quando "O Céu desce à Terra", na maior mostra de sempre da artista.
A exposição, que está a ser preparada há dois anos, vai ocupar “todo o mosteiro [de Santa Maria de Alcobaça], desde o dormitório dos monges, à cozinha e, até, pela primeira vez, à igreja”, confirmou Cristina Rodrigues, que fez questão de que Amarante estivesse representada naquela mostra.
Para isso, a artista concebeu, com o apoio do Município, “A manta amarantina”, inspirada nas mantas tradicionais que, ainda hoje, continuam a fazer-se em algumas freguesias do Município, como Bustelo e Fridão.
A exposição “O Céu desce à Terra” insere-se nas comemorações dos 25 anos do Mosteiro de Alcobaça como património da humanidade (Unesco) e reflete a paixão da artista por aquele monumento, um dos mais belos lugares de Portugal, e que guarda os túmulos dos dois amados mais celebrados da nossa história: D. Pedro e D. Inês.» in http://www.imprensaregional.com.pt/averdade/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MToiMyI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo1OiIxMDIzNiI7fQ==







