21/03/17

Amarante Poesia - No dia Mundial da Poesia, um Poema a uma fonte da Casa de Pascoaes que secou, onde Teixeira de Pascoaes personaliza na mesma, muita da sua inquietação interior...


(A fonte dos Golfinhos)


(A Fonte do Silêncio)


(A fonte da Carranca)


"A uma fonte que secou

Com teus brandos murmúrios embalaste
O decorrer dos meus primeiros dias.
E pelos teus gemidos os contaste;
Eu era então feliz e tu sofrias.
As minhas velhas árvores regaste,
O meu jardim de Abril reverdecias
E, quando as tuas lágrimas choraste,
Como a dor que hoje sofro, entenderias!
Mas, ai, tudo mudou! Longa estiagem
Bebeu, a arder em febre, as tuas águas;
Versos de água cantando a minha imagem.
Raios de sol que as fontes evaporam,
Levando para Deus as suas máguas,
Secai também os olhos dos que choram!"

(in Terra Proibida, Teixeira de Pascoeas)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Pin It button on image hover