


João Gilberto & Tom Jobim - "Desafinado"
Elis Regina e Tom Jovim - "Corcovado" - (1974)
Nara Leão - "Corcovado"
Tom Jobim e Elis Regina - "Águas de Março" - (no Fantástico)
Tom Jobim - (Anos Dourados)
Chico Buarque & Tom Jobim - (Anos Dourados)
Joao Gilberto e Caetano Veloso - "Garota de Ipanema"
Jobim - "How Insensitive"
Nara Leão - "Insensatez"
Caetano & Chico - (Anos Dourados)
Tom Jobim & Toquinho - "Wave"
Tom Jobim - "One Note Samba"
Tom Vinícius, Toquinho e Miúcha - "Samba de Avião"
Roberto Carlos - "Samba do Avião"
Vinicius de Moraes & Toquinho - "Tarde em Itapuã"
Joao Gilberto and Antonio Carlos Jobim - "Chega de Saudade"
Chico Buarque - "Chega de Saudade"
Elis & Tom - "Inútil Paisagem"
Roberto e Caetano - "Inútil Paisagem"
CHICO BUARQUE & MILTON NASCIMENTO - "O QUE SERÁ" - (1976)
Tom Vinícius, Toquinho e Miúcha - "O Que Será" - (À Flor da Pele)
Toquinho & Vinícius - "Samba de Orly"
Chico Buarque e Tom Jobim - "Sem Compromisso"
Frank Sinatra, Antonio Carlos Jobim 1967 - (Medley)
Tom Jobim+Vinicius de Moraes+Toquinho+Miúcha
Elis & Tom - "Céu e Mar"
Caetano Veloso - "Ela é Carioca"
Elis Regina
Bossa Nova
Luciana Souza - "The New Bossa Nova"
Jobim - "Caminhos Cruzados" - (Crossing Paths)
Luciano Pavarotti e Caetano Veloso - "Manhã de Carnaval"
André Rieu - "Manhã de Carnaval"
Jobim/Gilberto - "The Story of Bossa Nova"
Caetano Veloso - "Caminhos Cruzados"
Jobim - "Outra Vez" - (Once Again)
Chico Buarque / Francis Hime - "Meu Caro Amigo"
Elis Regina e Chico Buarque - "Pois é"
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Bossa nova | |
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Origens estilísticas | Samba, jazz |
Contexto cultural | 1957, (Zona Sul do Rio de Janeiro, Brasil - Fim: 1963 |
Instrumentos típicos | violão, piano, órgão eletrônico, contrabaixo e bateria |
Popularidade | Amplamente conhecido no Brasil, também significativo nos Estados Unidos, Europa Ocidental, Japão e as Filipinas. |
Formas derivadas | MPB, Sambalanço, Tropicalismo |
Subgêneros | |
Gêneros de fusão | |
Cenas regionais | |
Brasil | |
Outros tópicos | |
chorinho |

A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa: O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(...). A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles sambas de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.

Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais, frutos de encontros de um grupo de músicos da classe média carioca em apartamentos da zona sul, como o de Nara Leão, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Nestes encontros, cada vez mais freqüentes, a partir de 1957, um grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli, entre outros.
Primeiro movimento musical brasileiro egresso das faculdades, já que os primeiros concertos foram realizados em âmbito universitário, pouco a pouco aquilo que se tornaria a bossa nova foi ocupando bares do circuito de Copacabana, no chamado Beco das Garrafas.

Índice[esconder] |
[editar] Início oficial

Meses antes, João participara de Canção do Amor Demais, um álbum lançado em maio daquele mesmo ano e exclusivamente dedicado às canções da iniciante dupla Tom/Vinicius, interpretado pela cantora fluminense Elizeth Cardoso. De acordo com o escritor Ruy Castro (em seu livro Chega de saudade, de 1990), este LP não foi um sucesso imediato ao ser lançado, mas o disco pode ser considerado um dos marcos da bossa nova, não só por ter trazido algumas das mais clássicas composições do gênero - entre as quais, Luciana, Estrada Branca, Outra Vez e Chega de Saudade-, como também pela célebre batida do violão de João Gilberto, com seus acordes dissonantes e inspirados no jazz norte-americano - influência esta que daria argumentos aos críticos da bossa nova.
Outras das características do movimento eram suas letras que, contrastando com os sucessos de até então, abordavam temáticas leves e descompromissadas - exemplo disto, Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça. A forma de cantar também se diferenciava da que se tinha na época. Segundo o maestro Júlio Medaglia, "desenvolver-se-ia a prática do canto-falado ou do cantar baixinho, do texto bem pronunciado, do tom coloquial da narrativa musical, do acompanhamento e canto integrando-se mutuamente, em lugar da valorização da 'grande voz'"[2].

Além de Chega de saudade, os dois compuseram Garota de Ipanema, outra representativa canção da bossa nova, que se tornou a canção brasileira mais conhecida em todo o mundo, depois de Aquarela do Brasil (Ary Barroso), com mais de 169 gravações, entre as quais de Sarah Vaughan, Stan Getz, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outros. É de Tom Jobim também, junto com Newton Mendonça, as canções Desafinado e Samba de uma Nota Só, dois dos primeiros clássicos do novo gênero musical brasileiro a serem gravados no mercado norte-americano a partir de 1960.
[editar] Reconhecimento

[editar] Mudanças

Entre os artistas que se destacaram nesta segunda geração (1962-1966) da bossa nova estão Paulo Sérgio Valle, Edu Lobo, Ruy Guerra, Pingarilho, Marcos Vasconcelos, Dori Caymmi, Nelson Motta, Francis Hime, Wilson Simonal, entre outros.
[editar] Fim do movimento, da bossa à MPB

A MPB nascia com artistas novatos, da segunda geração da bossa nova, como Geraldo Vandré, Edu Lobo e Chico Buarque de Holanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, realizado em São Paulo em 1966, Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da bossa em MPB.
[editar] Legado

O fim cronológico da bossa não significou a extinção estética do estilo. O movimento foi uma grande referência para gerações posteriores de artistas, do jazz (a partir do sucesso estrondoso da versão instrumental de Desafinado pela dupla Stan Getz e Charlie Byrd) a uma corrente pós punk britânica (de artistas como Style Council, Matt Bianco e Everything but the Girl).
No rock brasileiro, há de se destacar tanto a regravação da composição de Lobão, Me chama, pelo músico bossa-novista João Gilberto, em 1986, além da famosa música do cantor Cazuza composta por ele e outros músicos, Faz parte do meu show, gravada em 1988, com arranjos fortemente inspirados na Bossa Nova.
Seu legado é valioso, deixando várias jóias da música nacional, dentre as quais Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Desafinado, O barquinho, Eu Sei Que Vou Te Amar, Se Todos Fossem Iguais A Você, Águas de março, Outra Vez, Coisa mais linda, Corcovado, Insensatez, Maria Ninguém, Samba de uma nota só, O pato, Lobo Bobo, Saudade fez um Samba
[editar] Artistas do movimento
[editar] Grandes nomes
Referências
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- A Bossa no Paramount (1964) (em português)
- Especial Estadão - 50 Anos de Bossa (em português)» in Wikipédia.
Tom Jobim
Composição: Indisponível
É pau, é pedra, é o fim do caminhoÉ um resto de toco, um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração."
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