






«Justiça tardia a abrir caminho para o Tri
O arranque dividido da disputa serviu apenas como inusitado preâmbulo para mais uma demonstração de classe dos Bicampeões Nacionais. O Dragão partiu de trás, mas foi capaz de inverter um destino enganadoramente nivelado, colocando em prática um domínio recuperado à justiça, em cima do apito final, pelo redentor pé direito de Lucho.
A ambição do título renovado como meta mais premente do horizonte azul e branco, funcionou como pilar de sustentação para a recuperação encetada e concluída com sucesso na partida de Belém pelos comandados de Jesualdo Ferreira.
A contenda começou repartida e nenhuma das formações parecia disposta a ceder veleidades à cobiça contrária. Aos poucos, a iniciativa azul e branca começou a desenhar-se com contornos efectivos e foi Raul Meireles o primeiro a aproximar as intenções veladas do seu destino mais desejado, quando aos 18 minutos cruzou para a área do Belenenses, com a trajectória da bola a desviar-se até à trave da baliza de Júlio César.
Nesta fase do encontro, veio ao de cima a tranquilidade portista, que permitiu aos Dragões assumir em pleno as despesas do jogo, com Bosingwa e Lisandro, em dois lances muito semelhantes, a obrigarem o guarda-redes contrário a intervenções primorosas para impedir a vantagem do F.C. Porto. Então, e quando nada o fazia prever, o Belenenses soltou-se momentaneamente da pressão portista e logrou alcançar o golo, em jeito de dádiva divina, através de Weldon.
A resposta azul e branca não se fez esperar e, na jogada imediata, Lisandro colocou em sentido o sector recuado dos azuis do Restelo. Antes ainda do descanso, Quaresma entendeu-se na perfeição com Bosingwa e surgiu em posição privilegiada, para um remate que não passou muito longe da baliza adversária. O bom entendimento foi, de resto, a nota dominante do que restou de exibição do F.C. Porto, que entrou para a etapa complementar disposto a inverter um destino que, até então, não merecia.
Bastaram apenas quatro minutos para que os Dragões, em sinal de aviso para o que ainda estava por vir, regressassem à discussão do encontro. Servido com classe por Lucho, Lisandro recebeu e preparou a assistência para desferir um tiro invariavelmente certeiro, o seu 20º no campeonato, relançando em definitivo a contenda. A partir daqui, foi de absoluta hegemonia azul e branca que se escreveu a história da partida, com uma sucessão de oportunidades soberanas de êxito que culminaram no remate falhado por Farías, aos 62 minutos, em plena zona de perigo contrária.
O equilíbrio voltou à partida, mas a caminho do desfecho voltaram a ser os Dragões a diligenciar esforços, com Quaresma como o seu principal executor. Primeiro, o extremo azul e branco criou um excelente lance individual, deixando para trás três defesas contrários e rematando para uma defesa soberba de Júlio César. Pouco depois, o mesmo Quaresma procurou ganhar espaço na área adversária, onde foi travado por Hugo Alcântara, para uma redentora grande penalidade, que mais não fez do que devolver a justiça ao encontro.
Lucho converteu com segurança e atribuiu o desfecho acertado para uma ambiciosa e empenhada operação portista, que desbravou ainda mais o caminho para o tri, cada vez mais dado adquirido. A festa, de resto, já se antevê...
Ficha de Jogo
Liga Portuguesa 2007/08 - 25ª jornada (30 de Março de 2008)
Estádio do Restelo, em Lisboa
Árbitro: Lucílio Baptista
Assistentes: Luís Salgado e João Tomatas 4º Árbitro: Nuno Borba
BELENENSES: Júlio César; Amaral, Rolando, Hugo Alcântara e Rodrigo Alvim; Gabriel Gomez, Ruben Amorim, Zé Pedro e Silas «cap.»; Roncatto e Weldon
Substituições: Roncatto por João Paulo Oliveira (80 min), Silas por Rafael Bastos (84 min) e Amaral por Fernando (89 min)
Não utilizados: Costinha, Edson, Gonçalo Brandão e Devic
Treinador: Jorge Jesus
F.C. PORTO: Helton; Bosingwa, Pedro Emanuel «cap.», Bruno Alves e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho; Quaresma, Farías e Lisandro
Substituições: Farías por Adriano (68 min), Raul Meireles por Kazmierczak (87 min)
Não utilizados: Nuno, João Paulo, Lino, Bolatti e Helder Barbosa
Treinador: Jesualdo Ferreira
Ao intervalo: 1-0
Disciplina: Cartão amarelo para Pedro Emanuel (73 min) e Hugo Alcântara (90 min)
Marcadores: Weldon (41 min), Lisandro (49 min) e Lucho (90 min, g.p.)» in site F.C. do Porto.
---------------------------------------------------------------------
Esta caminhada para o tri-campeonato nacional do F.C. do Porto vai bem segura e temos a meta à vista. Para isso bastará vencer a boa equipa do Estrela da Amadora, na próxima jornada. Com mais um tango Argentino, com golos de Licha e de Luxo, nada nos impedirá de sermos campeões nacionais pela terceira vez consecutiva, contra a arrogância sulista, elitista e centralista. Como curiosidade temos a segunda cambalhota no marcados, nas duas últimas jornadas, até então inéditas. Ricardo Quaresma até a render 40% do que vale, sabe ser decisivo. Realce também para o regresso de Bosingwa após lesão, um jogador sempre muito importante, na manobra da equipa. Pela primeira vez, ao fim de vinte e quatro jornadas, o F.C. do Porto beneficia de uma grande penalidade, que pode não ser muito clara, admito; mas tantas ficaram por marcar ao longo do campeonato... Viva o F.C. do Porto, agora quase, quase tricampeão nacional de futebol!
Imagens deste jogo com uma vitória do F.C. do Porto, mais um tango Argentino!











Bravos estes jovens Dragões que mesmo contra equipas bem mais rotinadas, conseguem quase sempre discutir os jogos palmo a palmo. Castro continua a ser um jovem jogador com Alma e Espírito de Dragão. Viva o F.C. do Porto!