«ESTREIA AGRIDOCE NA PREMIER LEAGUE INTERNATIONAL CUP
16 DE NOVEMBRO DE 2022 21:14
Com um golo já nos descontos, o FC Porto B empatou com o Blackburn Rovers Sub-21 (1-1) em Inglaterra.
O FC Porto B empatou nesta quarta-feira diante do Blackburn Rovers Sub-21, a uma bola, em partida referente ao Grupo A da Premier League International Cup. No Ewood Park, os Dragões estiveram em superioridade numérica desde os 42 minutos, mas uma infelicidade de Romain Correia, que fez um autogolo (82m), dificultou ainda mais a tarefa portista. Já em período de compensação (90m2), Zé Pedro estabeleceu o 1-1 final que valeu pelo menos a conquista de um ponto ao FC Porto B.
Os “bês” portistas, comandados por António Folha, alinharam com Roko Runje, Rodrigo Pinheiro, Romain Correia, Zé Pedro (cap.), Nilton Varela (Dinis Rodrigues, 68m), Levi Faustino (Gabriel Brás, 82m), Sidnei Tavares (Umaro Candé, 68m), Samba Koné (Luís Mota, ao intervalo), Rui Monteiro (Giorgi Abuashvili, 55m), Abraham Marcus e Jorge Meireles.
«Japoneses encontraram um peixe que anuncia catástrofe. Há base científica para esta crença
É uma lenda antiga no Japão mas com uma ligação lógica a eminentes subducções no fundo do mar.
Foi encontrado um peixe na Ilha Talcán, no Chile.
Isto nunca seria notícia em Portugal – e em muitos outros países – mas este peixe é diferente…
Esta espécie, o peixe-remo, é muito difícil de ser apanhada porque vive longe da superfície: entre 200 metros e 1 quilómetro abaixo do nível do mar.
Mas a notícia não é propriamente por aí.
O peixe encontrado numa das Ilhas Desertores, no Chile, foi logo fotografado pelos pescadores, que mostraram depois a imagem nas redes sociais.
Rapidamente a fotografia foi muito partilhada e comentada porque este é um “peixe do fim do mundo”, escreve o portal argentino TN.
O peixe raramente é visto na superfície – e ainda bem, de acordo com a cultura japonesa. Os nipónicos acreditam que agora vem aí uma catástrofe natural, uma das piores de sempre.
Aliás, o peixe recebeu a designação Ryugu no tsukai – Mensageiro do Palácio do Deus do Mar.
Mas ele não deverá aparecer sozinho: os japoneses acreditam que um terramoto ou um tsunami vai ocorrer depois de vários “exemplares” deste peixe aparecerem junto às praias.
O “fim do mundo” tem uma associação antiga: segundo a lenda de Namazu, este peixe é associado a uma serpente marinha gigante que faz a terra mexer-se, originando terramotos ou maremotos.
E cuidado, pescadores: as pessoas que encontram este peixe ficam amaldiçoadas, de acordo com a mesma lenda.
Mas este “fim do mundo” também tem uma associação à ciência: estes peixes, como habitam em águas profundas, percebem mais rapidamente quando há uma subducção no fundo do mar – deslizamento de placa tectónica.
Portanto, sim, naquela região podem estar a surgir falhas geológicas no fundo do oceano.
O Chile é um país onde há terramotos frequentemente. E foi o palco do terramoto mais forte de sempre, em 1960: magnitude aproximada de 9.5 na escala Richter, em Valdivia.
«Descoberto em Espanha texto mais antigo escrito em basco
O texto mais antigo conhecido até agora em língua vascónica, falada na região onde atualmente se encontra o País Basco, foi descoberto no norte de Espanha, inscrito numa mão em bronze com mais de 2.000 anos.
Cinco palavras em “língua vascónica”, falada pelos habitantes da região naquela época e ancestral do atual basco, estão inscritas numa mão em bronze do século I antes de Cristo (a.C.) encontrada em junho de 2021 sob as ruínas de um castelo em Irulegui, a sudeste de Pamplona, capital de Navarra, divulgaram esta segunda-feira autoridades regionais e uma sociedade científica.
Estes objetos eram pendurados nas portas para proteger as casas do infortúnio.
A primeira palavra foi identificada como “sorioneku”, que soa como “zorioneko” no basco atual, uma palavra que significa “boa sorte, auspicioso”.
A tradução desta primeira palavra é “um passo histórico de enorme importância”, tanto arqueológica como linguisticamente, explicou a presidente da região de Navarra, Maria Chivite.
“Este é o documento mais antigo e também o mais longo escrito na língua vascónica” da época, destacou a sociedade científica Aranzadi em nota de imprensa. Este grupo científico acrescentou que a descoberta confirmou “o uso da escrita pelos antigos habitantes desta região”.
Além disso, os especialistas salientam também que esta mão “certifica o uso da língua basca na área geográfica onde foi descoberta, no início do século I a.C.”.
As cinco palavras foram escritas numa variação vascónica da escrita ibérica, um sistema utilizado antes que o alfabeto latino se tornasse o sistema dominante.
A peça foi encontrada no âmbito das escavações que estão a ser realizadas na cidade de Irulegi (Vale de Aranguren), habitada entre meados da Idade do Bronze (séculos XV a XI a.C.) e o final da Idade do Ferro (século I a.C.) e destruída por um ataque das tropas romanas.
A chamada “mão de Irulegi”, que ficou preservada em bom estado, pois foi enterrada e selada por uma parede de adobe da época, é uma folha de bronze, que contém 53,19% de estanho, 40,87% de cobre e 2,16% de chumbo, algo comum em ligas antigas.
Para Joaquín Gorrochategui, especialista em paleolinguística e professor de Linguística Indo-Europeia da Universidade do País Basco, esta peça “é realmente excecional”, sublinhando que possui características que a tornam “basca” e não genericamente “ibérica”.
Quanto à linguagem utilizada, o investigador indicou que “pouco pode ser dito”. “Em euskera [atual língua basca] eu não diria” que está escrito, mas sim “na língua vascónica”, salientou.
A inscrição é composta por cinco palavras distribuídas por quatro linhas. O alfabeto utilizado para escrever o texto pertence à família dos semi-silabários ibéricos, mas possui algumas características que levam a classificá-lo como um subsistema específico do território basco, incluindo o uso do signo ‘T’, não presente em outros subsistemas.
O significado das outras quatro palavras – “tenekebeekiratere”, “oTirtan”, “eseakari” e “eraukon” – ainda não é conhecido.
«Estátuas com dois milénios encontradas em Itália podem “reescrever a História”
Arqueólogos italianos descobriram 24 estátuas de bronze excecionalmente preservadas na Toscana, artefactos que acreditam remontar à Roma Antiga.
As estátuas foram descobertas no meio de lama sob as ruínas de umas antigas termas em San Casciano dei Bagni, uma cidade no topo de uma colina na Província de Siena, cerca de 160 km a norte da capital, Roma.
Representando Hígia, Apolo e outros deuses greco-romanos, as esculturas teriam cerca de 2.300 anos. E, de acordo com um especialista, estas descobertas podem “reescrever a História”.
A maioria das estátuas foram encontradas debaixo das termas, junto a aproximadamente 6 mil moedas de bronze, prata e ouro — supõe-se que os frequentadores atiravam os objetos à água como um gesto para atrair saúde e sorte —, com inscrições etruscas e latinas.
Elas datam de entre o século II a.C. e o século I d.C., um período de “grande transformação na antiga Toscana”, à medida que a região passou do domínio etrusco para o romano. Seriam, portanto, um importante testemunho da transição entre estes dois períodos.
Foi uma “era de grandes conflitos” e “osmose cultural”, no qual as termas poderiam ser consideradas um “refúgio único de paz multicultural e multilingue, cercado por instabilidade política e guerra”, de acordo com Ministério da Cultura italiano, citado pela agência de notícias Reuters.
“Mesmo em épocas históricas em que os conflitos mais terríveis estavam acontecendo lá fora, dentro dessas piscinas e nesses altares, os dois mundos, o etrusco e o romano, parecem ter coexistido sem problemas”, afirmou Jacopo Tabolli, professor da Universidade para Estrangeiros de Siena que lidera a escavação, ao jornal britânico The Guardian.
Tabolli indicou ainda que as estátuas foram imersas em águas termais numa espécie de ritual.
“Você oferece [as estátuas] para a água porque espera que a água lhe dê algo em troca”, observou.
Muitas das relíquias de bronze descobertas têm inscrições em latim e etrusco — e sugerem, de acordo com o jornal britânico The Telegraph, que o etrusco sobreviveu por muito mais tempo como língua viva do que se pensava anteriormente.
As esculturas, que foram preservadas pela água, serão levadas para um laboratório de restauração nas proximidades de Grosseto, antes de serem expostas num novo museu em San Casciano.
Massimo Osanna, diretor geral de museus estatais de Itália, disse que a descoberta foi a mais importante desde os Bronzes de Riace — e “certamente uma das descobertas de bronze mais significativas já feitas na história do antigo Mediterrâneo”.
Os Bronzes de Riace — descobertos em 1972 — retratam dois guerreiros antigos. Acredita-se que datam de por volta de 460-450 a.C.
Avançado do FC Porto vai representar o Irão no Catar.
Mehdi Taremi foi um dos 25 nomes escolhidos por Carlos Queiroz para representar o Irão no Campeonato do Mundo que vai decorrer no Catar entre os próximos dias 20 de novembro e 18 de dezembro.
O avançado azul e branco - que já realizou 19 jogos pelo FC Porto na presente temporada e que conta com um fantástico registo de 13 golos e 7 assistências -, estreou-se na seleção em junho de 2015 e marcou 27 vezes em 60 internacionalizações pelos Persas. Agora, vai competir no grupo B com Inglaterra, Estados Unidos da América e País de Gales.
A AJM/FC Porto fez jus ao estatuto de bicampeã nacional e impôs-se em Lisboa por margem máxima (3-0) frente ao Benfica na 9.ª jornada da primeira fase da Liga. As azuis e brancas somam agora 21 pontos, menos dois que o líder Porto Vólei, que tem menos um jogo.
O encontro não poderia ter começado melhor para as voleibolistas portistas, que marcaram um parcial de 3-0 no arranque do primeiro set. Apesar da equipa da casa ter reagido, as portistas alargaram a diferença para cinco pontos (13-8) e dispararam no placar para vencerem a partida inaugural do clássico (25-18).
O adversário tinha de correr atrás do prejuízo e até começou à frente no segundo período (10-6), mas uma resposta capaz da equipa orientada por Rui Moreira significou uma reviravolta no placar (12-11) e um aumento da diferença entre os dois conjuntos para três pontos (19-16), a mesma com que terminou o set (25-22, 2-0).
Determinadas a impor mais um 3-0 na Liga, as azuis e brancas estiveram sempre a liderar pela margem mínima o derradeiro jogo, mas, com remates venenosos de Renatinha e de Kyra Holt, conseguiram disparar no marcador (18-15) e alcançar um triunfo por margem máxima (25-22, 3-0).
No próximo sábado, às 21h00 (Porto Canal/FC Porto TV), a AJM/FC Porto recebe o Castêlo da Maia na 10.ª jornada da primeira fase da Liga.
FICHA DE JOGO
BENFICA-AJM/FC PORTO, 0-3
Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina, 9.ª jornada
13 de novembro de 2022
Pavilhão n.º 2 da Luz, em Lisboa
Árbitros: Sofia Costa e Sandra Deveza
BENFICA: Beatriz Paiva e Matilde Rodrigues (líberos); Fernanda Silva, Natasha Farinea, Thayna Moraes, Eliana Durão, Letícia Cordeiro, Alice Clemente, Thaynara Nunes, Sara Fernandes, Marisa Pardal, Karina Sobreira, Matilde Ferreira e Daniele Oliveira
Treinador: Nuno Brites
AJM/FC PORTO: Joana Resende e Ana Matos (líberos); Clarisse Peixoto, Aline Delsin, Jurja Vlasic, Klára Vyklicka, Janaína Vieira, Thuany Bardin, Tia Jimerson, Renatinha, Beatriz Moreira e Kyra Holt
«DÉRBI DA INVICTA CONTINUA PINTADO A AZUL E BRANCO
13 DE NOVEMBRO DE 2022 12:49
Sub-15 venceram na deslocação à Boavista (2-0) da 11.ª jornada da 1.ª fase do Nacional de Juniores C.
A equipa de Sub-15 do FC Porto venceu neste sábado o dérbi da Invicta, frente ao Boavista (2-0), no Parque Desportivo de Ramalde, em jogo da 11.ª jornada da Série B da 1.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores C. Um autogolo (52m) e um remate certeiro de João Pereira (65m) mantiveram os Dragões na liderança 100% vitoriosa e isolada desta fase inaugural.
Os Sub-15 portistas, orientados por José Violante, alinharam com Diogo Pereira, João Pinto, Salvador Gomes (Rodrigo Costa, 67m), Martim Chelmik, Guilherme Carvalho, Tiago Campos (José Afonso, 47m), Rúben Barbosa (Duarte Cunha, 40m), Bernardo Lima, João Pereira, João Abreu (Cardoso Varela, 62m) e Tomás Peixoto (Gonçalo Oliveira, 47m).
Dupla luso-brasileira arrecadou os prémios MVP Liga Portugal e Mérito e Valores Porto.
Galeno, autor de dois golos e de uma exibição de mão cheia no Estádio do Bessa (4-1), relativa à 13.ª jornada do Campeonato, foi eleito o MVP Liga Portugal, enquanto Otávio - responsável por assistir o compatriota e por contribuir para o tento inaugural de Marcano - é distinguido com o prémio Mérito e Valores Porto (MVP).» in https://www.fcporto.pt/pt/noticias/20221112-pt-galeno-e-otavio-em-destaque-no-boavista-fc-porto
FC Porto foi a casa do Boavista vencer por 4-1 na ronda 13 da Liga.
Antiga, mui nobre, sempre leal e cada vez mais azul e branca. É assim que se apresenta a cidade Invicta após mais um dérbi entre FC Porto e Boavista. Na derradeira jornada prévia ao Mundial, os Campeões Nacionais foram ao Bessa bater a formação local por 4-1 e reforçar o estatuto de clube mais antigo e vitorioso da cidade que nunca ninguém conseguiu conquistar.
Os primeiros instantes da contenda definiram-na na perfeição: falta dura do Boavista no início e finalização (longe do ideal) de Galeno. A chance seguinte voltou a ter o sentido de oportunidade e de baliza do camisola 13, antes do prórpio servir Taremi para o iraniano trocar às voltas à defesa e atirar a rasar o ferro.
Assumida a postura de não atacar e de jogar duro, os axadrezados apresentavam mais faltas e quedas do que remates quando o Bessa tremeu. Canto sobre a esquerda cobrado por Otávio, desviado por Evanilson e Marcano, de cabeça, a servir a especialidade aos da casa.
Apesar de escasso, 0-1 era o resultado que se registava no regresso das cabines - já sem Evanilson, a contas com queixas físicas. Tal como os primeiros 45, os segundos começaram com Galeno a ameaçar, mas depois seguiu-se o desperdício de Toni Martínez a convite de Uribe e o segundo amarelo a Reggie Cannon.
Em superioridade no relvado e no marcador, os Dragões continuavam a fazer a vida negra às panteras - com Taremi à cabeça - e em novo canto surgiu novo golo. Seguidas à risca as indicações de Vítor Bruno, Eustaquio colocou o 0-2 no ângulo e confirmou o destino dos três pontos.
Na reta final, já com Rodrigo Conceição no lugar de Pepê e Marko Grujic no de Taremi, Otávio solicitou Galeno na cara do golo e o luso-brasileiro assinou o terceiro. Pepe já estava no lugar de Fábio Cardoso quando o Boavista reduziu, de livre direto, para 1-3.
AJM/FC Porto bateu o Boavista por 3-0 na ronda 8 da Liga de voleibol feminino.
A visita das Campeãs Nacionais de voleibol feminino ao reduto do penúltimo classificado decorreu como previsto. Favoritas à vitória no embate da 8.ª jornada em casa do Boavista, as atletas orientadas por Rui Moreira passaram da teoria à prática e venceram o duelo entre emblemas da Invicta por três parciais sem resposta.
Disputado na Escola Irene Lisboa onde outrora foram os terrenos do Campo da Rainha - o primeiro estádio do FC Porto -, o encontro ficou marcado pela superioridade evidente e constante das azuis e brancas que se impuseram pela margem máxima graças ao duplo parcial 25-15 a abrir e 25-18 no derradeiro set.
A dupla jornada do fim de semana prossegue amanhã às 15 horas com um clássico diante do Benfica no Pavilhão n.º2 da Luz.
FICHA DE JOGO
BOAVISTA-AJM/FC PORTO, 0-3
Campeonato Nacional da 1.ª Divisão Feminina, 8.ª jornada
12 de novembro de 2022
Escola EB 2/3 Irene Lisboa, no Porto
Árbitros: Hugo Oliveira e Fernando Garcêz
BOAVISTA: Beatriz Gonçalves e Eunice Xavier (líberos); Beatriz Silva, Catarina Napoleão, Catarina Oliveira, Joana Napoleão, Leonor Pereira, Marta Cristo, Inês Magalhães, Joana Magalhães, Teresa Ferreira e Leonor Sarmento
Treinador: Carlos Simão
AJM/FC PORTO: Joana Resende e Ana Matos (líberos); Clarisse Peixoto, Aline Delsin, Jurja Vlasic, Klára Vyklicka, Janaína Vieira, Rita Silva, Thuany Bardin, Maria Pinho, Tia Jimerson, Renatinha, Beatriz Moreira, Sofia Buande e Kyra Holt
FC Porto bateu o Benfica (33-29) na ronda 8 do Andebol 1.
A equipa de andebol do FC Porto fez jus ao estatuto de Tricampeã Nacional e à reputação quase intacta do Dragão Arena. No clássico deste sábado perante o até então invicto Benfica, os azuis e brancos impuseram a primeira derrota ao eterno rival graças a uma exibição consistente dos dois lados do campo que deixou bem clara a vontade de revalidar o título mais desejado. Com o resultado de 33-29, ambas as equipas ostentam um registo de sete vitórias e um desaire que as mantém na perseguição direta ao ainda imbatível Sporting.
Com Jorge Nuno Pinto da Costa como espetador atento, o encontro até começou com um FC Porto algo perdulário na finalização e com a exclusão de Pedro Valdés a fazer temer o pior. Contudo, numa reação forte - e mesmo perante um adversário cerrado atrás -, os Dragões transformaram a desvantagem curta numa vantagem larga e abriram caminho para um desfecho positivo. Com Jack Thurin e Diogo Branquinho em destaque no ataque e Iturriza igualmente em bom plano na defesa, a turma de Magnus Andersson ia deixando patente a vontade de levar de vencida um clássico que estavam obrigados a ganhar.
Cinco acima no marcador, os portistas regressaram à quadra igualmente furtivos e solidários. A nova exclusão de Valdés seguiu-se outro parcial muito disputado e intenso, ao longo do qual Rui Silva foi evidenciado enorme capacidade concretizadora que se aliava à pontaria certeira de Thurin e companhia. Na baliza, tanto Mitrevski como Frandsen faziam tudo o que podiam para travar o poderio ofensivo lisboeta - particularmente da dupla Bélone/Djordjic -, e foi sem surpresa (mas com alegria) que a buzina soou com 33-29 no placard do Dragão Arena. Pouco antes, a 3 segundos dos 60 minutos regulamentares, o mau perder do banco benfiquista seria devidamente castigado pela dupla de arbitragem.
“Na primeira parte a defesa esteve muito bem e o guarda-redes também. Corremos muito, fizemos bons contra-ataques. Estou muitos satisfeito com o resultado e com a forma como jogámos. Esta foi uma boa performance de toda a equipa. Não tivemos medo de perder e hoje fizemos uma prestação à nossa altura. Dispusemos de oportunidades para conseguir um resultado melhor, desperdiçámo-las, mas mesmo assim estou contente com este resultado”, declarou Magnus Andersson após o apito final.
Segue-se uma receção ao Marítimo antecipada da 13.ª jornada e agendada para as 20 horas de quarta-feira (FC Porto TV/Porto Canal).
FICHA DE JOGO
FC PORTO-BENFICA, 33-29
Campeonato Andebol 1, 8.ª jornada
12 de novembro de 2022
Dragão Arena
Árbitros: Daniel Martins e Roberto Martins
FC PORTO: Nikola Mitrevski e Sebastian Frandsen (g.r.); Pedro Valdés (1), André Sousa, Victor Iturriza (3), Jakob Mikkelsen, Pedro Cruz, Nikolaj Laeso (3), Rui Silva (6), Daymaro Salina (1), Ignacio Plaza, Jack Thurin (7), Leonel Fernandes (2), Diogo Branquinho (4), Miguel Alves (3) e Fábio Magalhães (3)
Treinador: Magnus Andersson
BENFICA: Sergey Hernández e Gustavo Capdeville (g.r.); Ádám Juhász (2), Jonas Kallman (2), Bélone Moreira (5), Paulo Moreno (2), Carlos Martins, Alexis Borges (6), Ole Rahmel (3), Ander Izquierdo, Arnaud Bingo (1), Leandro Semedo, Demis Grigoras (1), Luciano Silva, Petar Djordjic (7) e Vladimir Vranjes
Nadadora do FC Porto terminou em 7.º nos 10km águas abertas de Israel.
Angélica André continua a elevar aos mais altos patamares os nomes do FC Porto e de Portugal. Representante única da natação lusa na prova dos 10 quilómetros águas abertas na Taça do Mundo de Eilat, em Israel, a portista cruzou a meta num excelente sétimo lugar a apenas 10 segundos e 9 décimas da vencedora Chelsea Gubecka - que se superiorizou à brasileira e campeã olimpica Ana Marcela Cunha por 3,8 segundos.
A nadar a maior parte da distância incluída no grupo da frente, Angélica só cedeu terreno nos derradeiros instantes da exigente corrida que se disputou no extremo sul do território israelita, em pleno Mar Vermelho.
No rescaldo de mais um resultado muito positivo, a atleta azul e branca mostrou-se satisfeita e focada nos desafios que se avizinham: “Este 7.º lugar foi um bom indicador. Estamos no início de época. Penso que fiz uma boa prova. Senti-me bem e fiz uma prova controlada, consistente fruto do trabalho que temos vindo a desenvolver. Agora é continuar a trabalhar para as próximas provas”.» in https://www.fcporto.pt/pt/noticias/20221112-pt-angelica-andre-no-top-10-da-taca-do-mundo
«A frase mais antiga de sempre, num pente para piolhos, no alfabeto mais antigo do Mundo
“Que esta presa arranque os piolhos do cabelo e da barba.” É esta a frase que foi encontrada num pente de marfim, na cidade de Laquis. As análises concluíram que a escrita gravada no pente era de origem cananeia, o alfabeto mais antigo, inventado há cerca de 3800 anos.
Acredita-se que esta seja a frase mais antiga do mundo. Desenterrado em Laquis, a segunda cidade mais importante do Reino de Judá, localizada a 40 quilómetros a sudoeste de Jerusalém, o pente sugere que os humanos já sofriam com os piolhos há milhares de anos e mesmo as pessoas mais ricas não escapavam ao problema.
“A inscrição é muito humana”, disse ao Guardian Yosef Garfinkel, arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém, que ajudou nas escavações em Laquis. “Com o pente temos o desejo de destruir os piolhos no cabelo e na barba. Hoje em dia temos os ‘sprays’, remédios e venenos modernos. Antigamente eles não tinham isso”.
O jornal britânico conta que o pente, que tem 3,5 centímetros de comprimento e 2,5 centímetros de largura, foi descoberto no local, em 2017, mas as gravuras na superfície só foram encontradas em dezembro do ano passado. A análise confirmou que a escrita é de origem cananeia.
Os investigadores não conseguiram identificar a idade do pente, mas acreditam que tenha sido produzido por volta de 1700 a.C.. Aquilo que resta do pente mostra que o objeto já teve, de um dos lados, seis dentes amplamente espaçados para remover emaranhados de cabelo e, do outro lado, 14 dentes para remover piolhos.
As análises ao microscópio permitiram ainda descobrir meio milímetro de piolhos, algo que ajudou os cientistas a perceber para que servia o pente. Os pentes antigos eram feitos de madeira, osso e marfim, sendo este último considerado um material caro, que apenas pertencia aos mais ricos.
Segundo o Guardian, os primeiros sistemas de escrita do mundo tiveram origem na Mesopotâmia e no Egito, por volta de 3200 a.C., e baseavam-se em centenas de sinais diferentes para representar palavras ou sílabas.
Já o alfabeto mais antigo foi inventado em 1800 a.C. por pessoas de língua semítica, que estavam familiarizadas com o sistema de escrita egípcia. Conhecido como cananeu ou alfabeto primitivo, foi usado durante centenas de anos, particularmente no Levante, e padronizado pelos fenícios no Líbano antigo. Mais tarde, tornou-se a base do grego antigo, do latim e da maioria das línguas modernas na Europa atual.
“O facto de esta inscrição ser sobre a vida comum é especialmente fascinante”, disse Christopher Rollston, professor de línguas semíticas do noroeste da Universidade George Washington, nos Estados Unidos (EUA).» in https://zap.aeiou.pt/frase-antiga-sempre-alfabeto-mundo-507096
«Desflorestação na bacia do Congo aumentou 5% em 2021
A desflorestação na bacia do Congo, que abrange Camarões, República Centro-Africana, República do Congo, Guiné Equatorial, Gabão e República Democrática do Congo (RDCongo), aumentou 5% em 2021, de acordo com um relatório hoje divulgado.
O estudo de nove organizações, incluindo o World Wildlife Fund (WWF), mostra que os objetivos ambientais para travar esta perda de vegetação não foram atingidos.
Um ano após mais de 140 países terem assinado a Declaração de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra na anterior 26.ª Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), em novembro de 2021, o objetivo de parar a desflorestação até 2030 ainda está muito distante.
“A desflorestação tem sido baixa em comparação com outras regiões tropicais, mas estamos a assistir a uma tendência ascendente na fragmentação e perda de florestas desde 2020”, afirmou Marion Ferrat, investigadora da consultoria sobre alterações climáticas Climate Focus, que coordenou o relatório.
A bacia do Congo acolhe a maior floresta tropical e tem a maior capacidade de absorção de carbono do planeta – mais do que a Amazónia – e é um importante reservatório de biodiversidade, sendo a casa de uma em cada cinco espécies do mundo.
Entre os países da bacia, apenas o Gabão e a República do Congo estão no bom caminho para cumprir a meta de 2030, de acordo com o relatório, tendo conseguido reduzir a desflorestação nos seus territórios em 28% e 30%, respetivamente.
Segundo o estudo, os principais fatores de desflorestação e degradação na bacia do Congo são a agricultura de subsistência dos pequenos agricultores e a construção de estradas e assentamentos.
Além disso, “atividades industriais como a mineração, a exploração florestal e a agricultura comercial representam a maior ameaça às florestas remotas e intactas (que nunca foram exploradas pelo homem) com um potencial significativo de sequestro de carbono”.
Contudo, os peritos advertem que as necessidades de desenvolvimento das comunidades locais e os direitos dos povos indígenas à terra devem ser abordados e tornados compatíveis com a proteção das florestas, através do desenvolvimento de planos de utilização da terra, que necessitam de financiamento para serem implementados.
“Se os líderes mundiais levam a sério os seus compromissos para travar a perda florestal, precisam de aumentar o apoio financeiro à bacia do Congo”, disse Lawrence Nsoyuni, diretor-executivo do Geospatial Technology Group, uma das organizações que colaboraram no estudo.
Durante a COP26, uma dúzia de doadores internacionais, incluindo a União Europeia, o Fundo Terra de Bezos (criado pelo bilionário Jeff Bezos, fundador da empresa norte-americana de comércio eletrónico Amazon) e vários países prometeram 1,5 mil milhões de dólares (1,51 mil milhões de euros) para a proteção da bacia do Congo, até 2025.
“Um ano depois, não é claro se este financiamento é adicional ao financiamento anterior atribuído à região, quem receberá estes fundos e quanto (…) já foi desembolsado”, refere a declaração.
A publicação do relatório coincide com a celebração da COP27 na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, que começou no domingo e durará até 18 de novembro, com vista à implementação do legado da COP26 e do financiamento para os países menos desenvolvidos na batalha contra as alterações climáticas.» in https://greensavers.sapo.pt/desflorestacao-na-bacia-do-congo-aumentou-5-em-2021/