10/07/12

Amarante: Manifestação contra a perda de competências do tribunal!




«Amarante: Manifestação contra a perda de competências do tribunal


Os advogados de Amarante vão participar num protesto pela perda de competências do tribunal local na próxima quinta-feira (12 de Julho), recusando-se a "participar em diligências judiciais".


Lúcia Coutinho, presidente da delegação da Ordem dos Advogados (OA), referiu que “como protesto, não participamos, até ao dia da manifestação, nas diligências judiciais, excepto nos processos urgentes”, acrescentando que a greve tem como objectivo mostrar “a firme oposição” dos advogados e da população à proposta de revisão do Mapa Judiciário, apresentada em Junho.


De acordo com o documento, prevê-se uma instância local para a actual comarca de Amarante, pelo que a população concelhia terá que reportar, nos processos mais importantes, às instâncias centrais, a criar em Gondomar e Valongo. A jurista considera que “esta proposta é injusta e não tem qualquer fundamento”.


Considerando que a primeira proposta, apresentada em Janeiro, previa várias instâncias centrais em diversos domínios do Direito na cidade de Amarante e no concelho vizinho de Penafiel, a representante da Ordem dos Advogados “não percebe os pressupostos que levaram à alteração”.


A advogada considera que “obrigar a população a deslocações a cidades distantes e sem quaisquer afinidades vai afastar os cidadãos do acesso à Justiça”, frisando que se trata de “um modelo muito penalizador, porque não está de acordo com a realidade”.


A manifestação está agendada para as 18 horas, no largo de S. Gonçalo, em Amarante. Lúcia Coutinho acredita que haverá uma “participação elevada de amarantinos”, até porque “está toda a gente envolvida, inclusive a câmara municipal, as juntas de freguesia e a associação empresarial”. Além disso, a presença do bastonário Marinho Pinto, natural de Amarante, é uma mais-valia para dar maior visibilidade aos argumentos da região.


Lúcia Coutinho relembra ainda que o tribunal de Amarante foi recentemente ampliado como forma de garantir o aumento de competências, medida prevista pelo anterior Governo.» in http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/amarante-manifestacao-contra-a-perda-de-competencias-do-tribunal 

Pesca - O noodling consiste em entrar em águas turvas e utilizar os dedos como isco para apanhar peixes que podem chegar aos 15 quilos de peso!




«Quer saber como se caçam peixes-gato gigantes com as mãos?


O canal História estreia a 12 de julho, às 22:00, a série «Pesca Selvagem»
«Pesca Selvagem», composta por três episódios, conta a tradição centenária praticada nos rios de Oklahoma, nos Estados Unidos da América, e que consiste na caça de peixes-gato gigantes diretamente com as mãos.


Trata-se de uma destreza transmitida pelos nativos americanos aos primeiros colonos e aparece documentada, pela primeira vez, em 1775, continuando a ser um ritual imprescindível.


Durante a Grande Depressão, esta foi uma das formas encontradas de alimentar famílias a um preço económico. Atualmente, este tipo de pesca, conhecido como noodling, é uma forma suplementar de obter rendimentos na temporada oficial do peixe-gato. O noodling consiste em entrar em águas turvas e utilizar os dedos como isco para apanhar peixes que podem chegar aos 15 quilos de peso.


O primeiro episódio chama-se «O Torneio de Okie» e será transmitido a 12 de julho, às 22:00. Uma semana depois vai para o ar o segundo episódio - «Zona de Conflito» - desta série, a 19 de julho, à mesma hora. O culminar de «Pesca Selvagem» acontece a 26 de julho, dia em que vai para o ar «Continua a Competição», também às 22:00.» in http://tv.sapo.pt/novidades/artigo/quer_saber_como_se_cacam_peixes-gato_gigantes_com_as_maos






(O noodling)

09/07/12

Mundo Pessoas - Rajendra Singh conseguiu, através do uso de técnicas ancestrais de aproveitamento da chuva, dar vida a cursos de água secos há mais de 60 anos!

«O homem que faz nascer rios


Rajendra Singh conseguiu, através do uso de técnicas ancestrais de aproveitamento da chuva, dar vida a cursos de água secos há mais de 60 anos.

Se os ambientalistas portugueses quiserem fazer parar a construção da barragem do Sabor ou do Foz-Tua, talvez devam falar com Rajendra Singh, 52 anos, presidente da Tarun Bharat Sangh (TBS), uma organização não-governamental indiana, e pedir-lhe alguns conselhos.

Afinal, ele teve um papel central na suspensão da construção de uma megabarragem, no rio Bhagirathi, um dos principais afluentes do Ganges. Em 2010, o Governo indiano aceitou desmantelar a obra até aí erigida.

E se o assunto forem as pedreiras que esventram os parques naturais das serras de Aire e Candeeiros ou da Arrábida, talvez devam fazer o mesmo. Depois de uma luta aguerrida, nos anos 1990, o Supremo Tribunal Indiano obrigou 470 minas de mármore a encerrarem, no ParqueNacional de Sariska.

Por outro lado, se os problemas de falta de água no Alentejo ou em Bragança precisam de solução, o presidente da TBS terá, com certeza, uma resposta. Por sua causa, hoje, em todo o Rajastão, um dos mais pobres e áridos Estados indianos, existem mais de 10 mil johads construções que retêm as chuvas das monções, erguidas pelas comunidades rurais, em centenas de aldeias. Através da sua política de conservação e gestão da água e das florestas, onde antes havia zonas desérticas, agora há campos agrícolas; onde havia leitos secos, de pó e pedra, há hoje correntes fortes e peixes; onde havia aldeias sem gente, voltou a haver escolas e serviços de saúde.

Pode um homem mudar o mundo? Parece que sim.

Quando o líder da comunidade de Golpalpura, Maangu Meena, chamou Rajendra Singh, estava com cara de poucos amigos.

Disse-lhe: "Você e os seus companheiros são boas pessoas, mas estão a fazer tudo mal! Nós não precisamos dos vossos medicamentos, nem da vossa educação. Podemos ter tudo isso na cidade. Se querem fazer algo útil, resolvam o problema da falta de água!"


DE MÉDICO A CAVADOR

Foi um choque. Como podiam voluntários com cursos superiores ser tratados assim? Singh, então com 26 anos, era licenciado em medicina e tinha uma pós-graduação em literatura hindu e os seus amigos também eram "doutores". Haviam largado tudo, abandonado os empregos e as famílias, e há sete meses que se dedicavam às populações daquele distrito.

"Vínhamos para fazer a revolução, combater as injustiças, não para tratar da água", recorda. Os outros foram-se embora, desiludidos. Ele ficou.

"Durante sete meses, cavei um buraco, dez a doze horas por dia, sem saber muito bem o que estava a fazer. Os velhos camponeses iam-me ensinando, enquanto se riam de mim."

O esforço deu origem a uma johad, um reservatório tradicional de recolha de chuva, usado durante séculos nas aldeias rurais da Índia. Construídas nos declives naturais, em forma de pequenos lagos ou barragens, as johads serviam para armazenar, durante o ano, a água que caía nas monções. Além de ser usada para usos domésticos e agrícolas, a água capturada ia-se infiltrando e recarregava os lençóis freáticos. Mas já nada disto acontecia.


"Na Índia, a água é um assunto das mulheres.

Nos anos 1980, eram obrigadas a caminhar durante sete ou oito horas para recolherem cerca de 30 litros. Os homens tinham abandonado as aldeias para procurar trabalho na cidade, porque as terras eram tão áridas que não havia agricultura ", conta Singh. 

Mas o resultado do seu voluntariado, em 1986, foi o primeiro passo para a mudança: na primeira época de chuvas, a johad recolheu tanta água que algumas nascentes de poços secos começaram a correr. O fenómeno não era visto há décadas e isso revelou a Singh a sua verdadeira missão.

Decidido a espalhar a boa nova, organizou uma peregrinação para divulgar a sua forma de combater a seca: palmilhou as povoações que viviam nas margens do rio Arvari, morto há mais de 60 anos.

Na aldeia de Bhaonta-Kolyala, nascente original do curso de água, os habitantes estavam entusiasmados com o que tinha acontecido e pediram a Singh que os ensinasse a fazer johads. Mas ele pôs condições: tinham de formar um Gram Sabha, uma assembleia local, onde cada família tivesse o seu representante. Além disso, todas as decisões relativas ao uso da água e à gestão das florestas e das pastagens tinham de ser tomadas em conjunto.

Criou, assim, uma forma de envolver toda a comunidade na resolução dos problemas que mais a afetavam: a seca extrema, a erosão dos solos, a desertificação.

Nos anos seguintes, as populações ribeirinhas, com a ajuda da organização criada por Rajendra, construíram 375 estruturas, ao longo do rio. Devido à constante recarga de aquíferos, em 1990, o Arvari correu, pela primeira vez, durante umas semanas e, no ano seguinte, durante um mês. Até que, em 1996, se tornou num rio perene, fluindo todo o ano. Seguiram-se outros seis afluentes: Ruparel, Sarsa, Sabi, Bhagani, Jahajwali, Majis Hari todos renascidos pela mão de Singh.


DEMOCRACIA VERDE

Quando chegou a água, chegou também o Governo, pronto a concessionar a exploração pesqueira no rio, agora com peixe em abundância. Mas as populações opuseram-se fortemente. Criaram o Parlamento do rio Arvari, uma assembleia constituída por representantes das 72 aldeias sediadas nas margens do curso de água representa, hoje, mais de 100 mil pessoas e reivindicaram para si a gestão do rio. "Quanta água podemos tirar? Que culturas se devem plantar? Quanta madeira se pode cortar das árvores? Foi este tipo de responsabilidade que os habitantes assumiram", explica Singh.

As grandes beneficiárias desta revolução talvez tenham sido as mulheres.

Deixaram de percorrer dezenas de quilómetros em busca de água potável e podem agora dedicar-se a outras atividades.

Mais: a TBS fomentou uma política de igualdade de género, criando concelhos específicos nos quais as opiniões femininas são tidas em conta e fazendo depois chegar os seus pareceres vinculativos aos Gram Sabha de cada aldeia.

"Na minha cultura, 'civilização' significa respeitar as mulheres, a água e os rios.
Com a regeneração das áreas agrícolas, começou a haver rendimento disponível, que vem da venda do leite e dos cereais.

As mulheres assumiram a gestão desse dinheiro e ganharam poder", nota Singh.
"Agora, podem tomar decisões e são sempre as mulheres que tomam as decisões mais sábias." Estas batalhas culturais são difíceis mas comparando-as com as tentativas de assassínio por parte de industriais das pedreiras ou com os processos judiciais movidos pelo Estado contra si ou a sua organização (377 acusações, das quais foi sempre absolvido), parecem muito simples.

E para Singh, são: "Se vives para a natureza, ela dá-te sempre a proteção de que precisas." O ativista foi agora convidado pelo primeiro-ministro para integrar a Autoridade Nacional para a Bacia do Ganges, uma agência estatal autónoma, com plenos poderes e meios financeiros, cuja missão é despoluir o rio sagrado. "Deviam fazer o mesmo no Tejo, que bem precisa. Posso vir cá quando quiserem, é só convidarem."» in http://visao.sapo.pt/o-homem-que-faz-nascer-rios=f673705#ixzz209Zpg08p


(Water Mangament Workshop by Rajendra Singh)


Ciência - Cientistas como o próprio Higgs, que é ateu, não gostam do termo “Partícula de Deus” porque, obviamente, não tem nada a ver com crença religiosa, mas com a ciência pura!




«‘Partícula de Deus’ é maravilha do Criador, afirma bispo do Vaticano


Ele acrescentou: 'se ela, a partícula, está aí, é porque alguém a colocou'.


A Igreja Católica está tentando capitalizar a descoberta do bóson de Higgs, um extraordinário avanço da ciência, como sendo mais uma evidência da grandeza de Deus, ao se julgar pelas palavras de dom Marcelo Sánchez Sorondo, teólogo e chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano. 


Ao comentar a descoberta anunciada na quarta-feira, Sorondo disse que a “partícula de Deus”, como é chamada popularmente o bóson de Higgs, “demonstra que a criação é algo maravilhoso”. E acrescentou: “Se ela [a partícula] está aí, é porque alguém a colocou.” 


O britânico Peter Ware Higgs é o físico teórico que em 1964 publicou considerações sobre a existência da partícula que acabou levando o seu nome, mas cujos conceitos já tinham sido elaborados pelo físico americano Philip Anderson. Os físicos belgas Robert Brout e François Englert também se dedicaram à teoria da partícula que desvenda o mistério da transformação da energia em massa. 


O físico ganhador do prêmio Nobel Leon Lederman publicou em 1993 um livro sobre essa partícula subatômica cujo título era “A Partícula Maldita” (The Goddaman Particle), por causa da dificuldade em provar a sua existência. A editora mudou o nome do livro para “A Partícula de Deus”.


Cientistas como o próprio Higgs, que é ateu, não gostam do termo “Partícula de Deus” porque, obviamente, não tem nada a ver com crença religiosa, mas com a ciência pura. 


Dom Sorondo disse que inicialmente ele também não gostava desse nome por considerá-lo pretensioso. Mas agora, admitiu, o nome lhe agrada, porque, afinal, brincou, “até Margherita Hack [astrofísica ateia] fala de ‘partícula de Deus’”. 


Cientistas como Stephen Hawking costumam dizer que o avanço da ciência implica sempre na diminuição de espaço das crenças religiosas. 


Mas Sorondo, como era de se esperar, não pensa assim. Ainda a propósito do bóson de Higgs, ele comentou: “O cientista se limita a dizer que descobriu a partícula; o crente vê o fruto da vontade de Deus".» in http://www.paulopes.com.br/2012/07/igreja-tenta-capitalizar-boson-de-higgs.html#ixzz203UaoPEP


(Encontrada a Partícula de Deus - O Grande Colisor de Hádrons)
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O eterno conflito Religião versus Ciência pode ser mais uma vez constatado, nesta denominação corrente de “Partícula de Deus”, à "Máquina de Higgs".
Quem for realmente crente, a sua esperança reside muito mais no plano espiritual, e menos nas descobertas da ciência, que proporcionam uma vida melhor no plano físico, mas não busca o transcendente, o metafísico...
Considero esta denominação, uma forma patética do meio científico de encontrar respostas, que não cumprem os objectos do seu estudo, nem as suas competências reais...

08/07/12

Amarante Mancelos - Foi há 51 anos que os meus pais casaram, na Quinta da Aldeia, Mancelos!

(Casamento dos meus pais, 8 de Julho de 1961, Quinta da Aldeia, Mancelos, Amarante)


Amarante Saúde - O novo Hospital de Amarante, que foi inaugurado em maio deste ano, ainda só tem as consultas externas de psiquiatria a funcionar!



«Novo Hospital de Amarante apenas com uma consulta externa de uma especialidade


O novo Hospital de Amarante, que foi inaugurado em maio deste ano, só tem as consultas externas de psiquiatria a funcionar. A unidade de saúde já deveria ter sido inaugurada o ano passado... mas a transferência dos vários serviços tem sofrido atrasos. A administração do hospital garante que tudo está a correr dentro do previsto.» in http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2012/07/07/novo-hospital-de-amarante-apenas-com-uma-consulta-externa-de-uma-especialidade



(Amarante sempre a levar do poder centralista da capital e da complacência do poder local)

Amarante - Um Património Religioso ao abandono, estas cruzes em frente à Capela de São Sebastião, na Freguesia de Fregim, da Ordem de Malta!!


Trata-se de uma antiga necrópole? De um antigo local de culto? Um misto dos dois? - O certo é que não deveriam estar ao abandono e deveria ser devidamente estudado, preservado e catalogado. Afinal, é mais uma herança da cultura ancestral da rica Freguesia de Fregim!

Monsanto - Em 1938, António Ferro e o “seu” Secretariado de Propaganda Nacional decidiram atribuir a Monsanto o “Galo de Prata” que distinguia a “Aldeia Mais Portuguesa” de Portugal!



«MONSANTO – UM BALUARTE DE GRANITO


Entrega do ´Galo de Prata` ao Povo de Monsanto (1939)
Em Lisboa, a 4 de Fevereiro de 1939, aquando da entrega do "Galo de Prata", representantes do Povo de Monsanto são recebidos pelo Senhor Presidente da República, Marechal Oscar Fragoso Carmona, Senhor Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Dr. António Oliveira Salazar e outras ilustres individualidades. Em 1938, António Ferro e o “seu” Secretariado de Propaganda Nacional decidiram atribuir a Monsanto o “Galo de Prata” que distinguia a “Aldeia Mais Portuguesa” de Portugal.


O ideário que presidiu à instituição daquele concurso era idêntico ao que tinha dado origem ao próprio Secretariado de Propaganda : “combater por todos os meios ao seu alcance a penetração no nosso país de quaisquer ideias perturbadoras e dissolventes da unidade e interesse nacional”.


Apesar da evidente carga ideológica do prémio, o epitáfio passou a figurar como baluarte de Monsanto.


Localizada no concelho de Idanha-a-Nova, Monsanto é uma imponente povoação esculpida no granito agreste de um promontório de pedra que domina toda a planície circundante.


A óptima localização geográfica do lugar, tornou aquele Monte Santo refúgio privilegiado para os mais primitivos povos.


Apesar do levantamento arqueológico da sua proto-história ser manifestamente insuficiente para poder traçar com precisão um quadro histórico da sua fundação, será legítimo afirmar que naquele aglomerado de pedra se encontram vestígios de uma ocupação anterior ao Neolítico.


A condição de fortaleza natural e os fragmentos de machados neolíticos encontrados no morro fazem supôr que Monsanto tenha sido um castro pré-Romano.


A proximidade da antiga Egitânia (Idanha-a-Velha) e da estrada que ligava Mérida a Compostela e os inúmeros vestígios da ocupação Romana ( cerâmica, moedas, joalharia e inscrições funerárias) são sinais claros de que o Monte Santo terá acolhido romanos, naquilo que deveria ser um “oppidum”.


Aos Romanos sucederam-se os Godos e os Árabes que ali deixaram marcas indeléveis da sua passagem. Ainda hoje , muito do repositório etnográfico e antropológico desses povos sobrevive com as gentes da terra. Exemplo disso, é a festa de Santa Cruz no dia 3 de Maio. Romaria profundamente marcada por rituais pagãos, posteriormente cristianizados.


Subjacente à festa está a lenda dos sitiantes. Assim, e segundo a tradição, há muitos séculos atrás, Monsanto estaria cercada por um exército mouro ou castelhano. O cerco durou sete anos, durante os quais a aldeia foi esgotando os mantimentos até sobrar apenas um vitelo e um alqueire de trigo.


A tragédia parecia eminente. Foi então que uma anciã da aldeia arquitectou um plano genial. Depois de alimentar o vitelo com o último alqueire de trigo, foi arremessado pelo penhasco, caindo no meio do acampamento sitiante.


Os guerreiros vendo que os aldeões se davam ao luxo de atirar uma vaca bem nutrida para o “quintal”, julgaram que Monsanto estaria sob a protecção de uma estranha força divina. Isso era motivo mais que suficiente para embalarem a trouxa e se porem a milhas. Foi assim que a argúcia de uma “velhota” Monsantina derrotou as tropas sitiantes.


Este episódio terá ocorrido num dia 3 de Maio e é nesse dia que se comemora todos os anos a Festa de Santa Cruz ou do Castelo.


O ´Galo de Prata`
A proliferação de lendas e tradições mouras, onde se destaca o adufe (instrumento musical tradicional que apenas deve ser tocado pelas mulheres) sobrevivem como testemunho evidente de uma presença marcante dos povos árabes nesta região.


A construção da fortaleza de Monsanto, edifício profundamente ligado à história da povoação, perde-se na penumbra dos séculos.


Alguns investigadores sustentam a tese da origem Suevo-Visigótica da fortaleza, mas em rigor, só a partir da fundação da Monarquia portuguesa se definem contornos cronológicos precisos.


Depois de ter concluído a Reconquista da região aos mouros, D. Afonso Henriques terá reconhecido o valor estratégico-militar da fortaleza. Por isso o Rei decidiu mandar reconstruir a fortaleza e repovoar Monsanto atribuindo-lhe grandes regalias pelo foral de 1174, mais tarde confirmado por D. Sancho I (1190) e por D. Afonso II (1217).


Ainda antes de atribuir o primeiro foral, D. Afonso Henriques tinha doado a inexpugnável fortaleza a D. Gualdim Pais, Grão-Mestre da Ordem dos Templários.


A importância estratégica de Monsanto como bastião defensivo foi crescendo com o correr dos séculos. A fortaleza servia de posto de sentinela avançado de onde se permitiam avistar, com antecedência, incursões hostis no território português.


Em 1510, D. Manuel eleva a povoação a vila, honrando-a com o beneplácito de poder usar no seu escudo a esfera armilar.


A inexpugnabilidade da fortaleza é definitivamente comprovada com as duas últimas tentativas de ocupação por exércitos invasores. A primeira por D. Luís de Haro (ministro de Filipe IV) em 1658, e a segunda pelo Duque de Berwick em 1704. O falhanço desses audazes invasores terão dissuadido tentativas semelhantes. A partir daí a fortaleza foi perdendo a sua importância militar.
Arco do que resta das ruínas da antiga Capela de S. João.


No princípio do século XIX uma violenta explosão no paiol de pólvora do castelo provoca a destruição parcial da fortaleza e das muralhas.


Mais tarde a última guarnição militar abandona a vila, colocando uma pedra lapidar numa heróica história de coragem e defesa intrépida da fronteira portuguesa. Era o fim de um glorioso período na vida de Monsanto.
A vila entretanto foi-se expandindo para lá das muralhas, formando a actual freguesia de S. Salvador, a meia encosta do cabeço de Monsanto.


MONSANTO - NAVE DE PEDRA


Durante séculos, Monsanto foi sendo minuciosamente esculpida num vasto cabeço rochoso. O génio humano temperado com a devida tenacidade foi dando forma a altares, sepulturas e casas. O que resultou num todo arquitectónico harmonioso e coerente a que não se pode ficar indiferente.


Representantes do Povo de Monsanto foram a Lisboa receber o galardão de "Aldeia Mais Portuguesa" (1939)
Se Zeus e o seu séquito de deuses gregos fossem despojados do Olimpo, decerto que não desdenhariam uma morada como Monsanto. Um verdadeiro Olimpo à moda da Beira.


As casas típicas de Monsanto “habitam” paredes meias com a rocha granítica que as protege.


Vaguear pelas ruelas sinuosas, descobrir os recantos solarengos e debruçar o olhar pela majestosa paisagem, são motivos mais do que suficientes para o visitante se perder na descoberta da terra e do seu povo, envelhecido e sereno.


Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto contém ainda variados elementos patrimoniais merecedores de visita atenta.



Dentro das muralhas, as capelas de S. João e de Santa Maria. A primeira foi presumivelmente construída no século XII e ostenta ainda um portal românico, e voltado a norte, uma arcada ogival.


No entanto, a mais importante capela de Monsanto é a de S. Miguel. Edifício românico ( ou o que resta dela) , situa-se entre o castelo e a torre medieval de vigia. Erguida sobre um altar de culto a Marte, a capela constituí indício claro da existência de uma primitiva povoação. Apesar do estado latente de ruína ainda se podem apreciar a notável porta axial de arco de volta perfeita e os capitéis decorados.


Junto à porta da povoação encontra-se a capela de Santo António (sé. XVI), com portal de quatro arquivoltas ladeado por dois bastões ornamentados com a flor de lis.


A designada ´casa de uma telha só`, a caminho do Castelo de Monsanto
Quanto a casas senhoriais, o Solar do Marquês da Graciosa é o mais importante, nele se encontrando instalado o Posto de Turismo. Construído no século XVIII pertenceu à família Geraldes de Andrade, senhores de Medelim e alcaide-mor de Monsanto.


Por fim, o ex-libris de Monsanto. A imponente fortaleza medieval, com vários recintos, portas e escadarias. No interior das muralhas destacam-se a capela de Nossa Senhora do Castelo, a porta falsa e a Torre de Menagem. O castelo foi classificado monumento nacional em 1948.


Monsanto continua a ser uma das mais belas terras da Beira, celebrizada pelo escritor Fernando Namora, que aqui viveu e exerceu medicina durante alguns anos. “Retalhos da vida de um médico” ou “Nave de Pedra” são algumas das obras profundamente marcadas pela experiência Monsantina do escritor.


Ao visitar Monsanto o turista será decerto assaltado pela mesma dúvida de Cardoso Marta, quando escrevia: Edificada sobre penedos e próxima do Castelo, foi um posto medieval de vigia e dela se conserva ainda parte das suas vigorosas paredes. 


Igreja de S. Salvador

IGREJA DE S. SALVADOR 


De fundação antiga, a sua fachada actual data dos séculos XVII-VIII, e destes séculos são também alguns belos altares em talha dourada e algumas imagens de interesse artístico. Recentemente restaurada tem no seu interior um pequeno mas precioso Museu de Arte Sacra.


Porta de entrada na Vila pelo lado da Capela do Espírito Santo


CAPELA DO ESPÍRITO SANTO 


 Data do século XVI ou XVII é, no seu conjunto, de traça renascença. A esta Capela se endossa uma das portas da povoação com curiosa guarita ao lado. 


Porta de entrada na Vila pelo lado da Capela de Santo António


 CAPELA DE SANTO ANTÓNIO 


Templo manuelino, com detalhes apreciáveis: as quatro arquivoltas do portal; os dois “bastões” encimados por uma flor de lis (um de cada lado da porta); o óculo da fachada; a abóbada da capela-mor; o campanário.

Torre de Lucano com a réplica, em latão, do ´Galo de Prata`
TORRE DE LUCANO 


 Harmoniosa e sólida torre sineira de granito do século XV. No alto uma réplica do galo de prata que foi troféu em célebre concurso sobre a “Aldeia Mais Portuguesa”. 

Capela de S. Pedro de Vir-A-Corça


CAPELA DE S. PEDRO DE VIR-A-CORÇA 


Situada nos arredores da povoação, toda em granito, objecto de algumas lendas da região, data possivelmente do século XII.


Sobre um penedo, em frente da Capela, ergue-se soberbo campanário de traça românica.» in http://www.radiomonsanto.pt/monsanto-aldeia-mais-portuguesa-de-portugal.php


Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal)

(Monsanto - A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal) 


(MONSANTO - ALDEIA MAIS PORTUGUESA)
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Mais um baluarte do Estado Novo, que encontrou em Monsanto um presépio vivo... a Terra é lindíssima e maravilhosa, assim como as suas gentes, que nada têm com isso!


07/07/12

Desporto Automobilismo - António Félix da Costa esteve imperial na primeira corrida da GP3 Series em Silverstone para alcançar o primeiro triunfo da temporada!



«António Félix da Costa vence de forma imperial em Silverstone


António Félix da Costa esteve imperial na primeira corrida da GP3 Series em Silverstone para alcançar o primeiro triunfo da temporada.


O piloto português, agora inserido na Red Bull Junior Team, esteve no seu melhor ao longo de toda a corrida da GP3 Series em Silverstone, não cometendo o menor erro, partindo bastante bem e depois passando Mitch Evans ainda na primeira volta. Com a pista maioritariamente seca mas ainda com partes húmidas (em especial fora das trajetórias) e junto aos corretores, Félix da Costa evitou qualquer armadilha, vencendo com sete segundos de avanço sobre Mitch Evans (MW Arden) e marcando ainda a volta mais rápida da corrida.


No início da prova, Evans ainda tentou perseguir Félix da Costa, mantendo durante muito tempo uma diferença em redor de um segundo, mas nas voltas finais o português 'foi-se embora'. Na terceira posição terminou Aaro Vainio (Lotus), sendo seguido pelos seus companheiros de equipa, Daniel Abt e Connor Daly.


Nota, ainda, para a prova de Kevin Ceccon, que levou o monolugar da Ocean Racing Technology ao oitavo posto depois de ter conseguido passar Mathias Laine (MW Arden) na luta pela pole position para a corrida de amanhã. Robert Cregan ficou em 20º. Carmen Jordá não tomou parte da corrida, o mesmo sucedendo com Davide Fumanelli (MW Arden).» in http://autosport.sapo.pt/antonio-felix-da-costa-vence-de-forma-imperial-em-silverstone=f106728#ixzz1zybWAmHr


(Antonio Felix da Costa)


(Antonio Felix da Costa PRE 2012 Carlin Motorsport)



(Moments Antonio Felix da Costa 2011 GP3 Series)

Amarante - Rua das Golas florida, neste inicio de Verão!


Neste inicio de Verão atípico, mais parecendo o auge da Primavera, as flores continuam a proliferar, um pouco por todo o lado; neste caso na Rua das Golas!