13/01/12

Religião - "Frei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram sua vida espiritual e também apostólica!".



«Frei Gonçalo de Amarante

Nasceu no século XIII, em Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo a Guimarães, norte de Portugal. Muito cedo, ele se viu chamado ao sacerdócio. Em sua formação humana e cristã, Frei Gonçalo passou pelo Convento Beneditino, depois por Braga, lugar onde foi ordenado pelo Arcebispo. Não demorou muito para ser abade em São Paio.

Frei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram sua vida espiritual e também apostólica. Ele foi a Roma, visitou os túmulos de São Pedro e São Paulo e tomou um "banho" de Igreja. Visitou a Terra Santa, conheceu os lugares santos por onde Jesus passou. Seu amor foi crescendo cada vez mais por Nosso Senhor.

Depois de voltar dessas peregrinações, ele teve ainda mais ardor para evangelizar. Discerniu sua vida religiosa e entrou para a família dominicana, daí vem o "frei". Quanto ao "Amarante", com seus irmãos de comunidade, ele foi para a cidade de Amarante em missão. Ele ficou conhecido como um segundo fundador dessa cidade, porque o seu amor apostólico o levava a ser um sinal no meio da sociedade.

Em 1262, partiu para a glória, deixando para o povo de Amarante, para todas as gerações ao norte de Portugal, para toda Europa e para todo o mundo, um testemunho de santidade que colabora para uma civilização mais justa.

Frei Gonçalo de Amarante, rogai por nós!» in 

Frei Gonçalo de Amarante!


12/01/12

Religião - Ao celebrarmos a Memória de São Gonçalo de Amarante trazemos mais um excerto da notícia que frei Manuel de Lima compôs para o “Agiológio Dominico”, publicado em Lisboa em 1709!




«São Gonçalo de Amarante arquitecto de pontes


Ao celebrarmos a Memória de São Gonçalo de Amarante trazemos mais um excerto da notícia que frei Manuel de Lima compôs para o “Agiológio Dominico”, publicado em Lisboa em 1709.


Uma vez mais esta história fundamenta um atributo iconográfico da representação deste Santo Dominicano, a ponte na mão ou junto aos pés com que frequentemente é representado.


Vestido o nosso Santo com o hábito Dominico, avivou com os nevados candores do hábito, as chamas do seu Apostólico zelo.


Feita a profissão, foi mandado pregar aos mesmos povos; porém com muito diferente colheita da sua doutrina: porque aos antigos conceitos, se juntaram desusados prodígios. Devia ser a razão: que antes pregava por impulso da própria resolução, agora mandado pela obediência; e esta virtude veste de novas eficácias todas as ações.


Continuava São Gonçalo as sua pregações; as mais delas junto da sua antiga ermida. E vendo que grande parte dos ouvintes viviam da outra banda do rio Tâmega; e que muitos, quando vinham buscar o pasto espiritual, ou se viam impedidos das caudalosas correntes do rio, ou chegavam a perecer, intentando-o vadear, abrasado em incêndios de caridade, condoendo-se da perdição, ou impossibilidade daquela gente, determinou fazer lançar uma ponte ao rio, para sem perigo se poder comunicar todo o povo.


A primeira designação desta obra, sobressaltou toda a comarca; porque suposto todos o amavam, e veneravam muito, todos entendiam que semelhante empresa era impossível aos maiores cabedais, quanto mais a um pobre frade, sem outro tesouro, que o Breviário. Confirmava-os nesta consideração a aspereza, e penhascoso do sítio, a penúria de todos os circunvizinhos, e por ela, a falta de trabalhadores. Mas o Santo, que com viva fé, penetrava os tesouros da Divina Omnipotência, quanto mais via julgar por temeridade o pensamento, tanto maiores valentias dava à resolução. E comprovou-o o céu, aparecendo-lhe um Anjo, o qual fazendo-lhe deixar o sítio mais fácil, lhe designou o mais alcantilado, e ao parecer de todos, mais impossível.


Deu-se princípio à obra, e logo começaram a manifestar-se os poderes divinos: não havendo pessoa nos contornos, que não acudisse, e quisesse cooperar para o seu desempenho; os pobres, com o serviço corporal; os ricos, com os criados; e todos os mais, com esmolas e provimento para os oficiais; finalmente não há naquela obra, pedra, que não seja preciosa; porque não há pedra que não custasse uma maravilha.


Referiremos algumas delas. Estava cortado um penedo de desmedida grandeza, que se julgava conducente para parte do alicerce; chamaram-se todos os trabalhadores, para o moverem, e lançarem ao rio: mas reforçados estes, com a gente mais robusta, nem um só abalo puderam dar a tanta máquina. Viu o Santo, o que passava, chega-se à pedra com uma semblante alegre, arrima-lhe o ombro, dizendo aos desmaiados trabalhadores: “Quanto para esta, um só velho basta”; e como se fora uma pouca de lã, a foi rodando até o lugar, em que havia de servir: deixando os circunstantes tão admirados do caso, como alentados para o futuro.


Também pode fazer companhia a esta maravilha a incansável diligência, com que o Santo tomava sobre seus ombros, desmedidos pesos de cal, e areia, que parecia não só ser arquitecto empenhado, mas o único trabalhador. (1)


(1) LIMA, Frei Manuel de – Agiológio Dominico, Tomo I. Lisboa, Oficina de António Pedrozo Galram, 1709, 91.


Ilustração: São Gonçalo de Amarante, fachada da igreja do Convento de San Esteban de Salamanca.» in http://vitaefratrumordinispraedicatorum.blogspot.com/2012/01/sao-goncalo-de-amarante-arquitecto-de.html


(São Gonçalo de Amarante - Isabel Silvestre)

Literatura - No próximo dia 13 de janeiro, sexta feira, às 21h30, na Biblioteca Municipal de Penafiel, vai realizar-se a apresentação do livro “Duas vidas um destino” do escritor amarantino Nuno Meireles, com a apresentação da obra a cargo de Alberto Santos, presidente da Câmara Municipal de Penafiel!




«Penafiel: Apresentação do livro “Duas vidas um destino” decorre dia 13


No próximo dia 13 de janeiro ‘, às 21h30, na Biblioteca Municipal de Penafiel, vai realizar-se a apresentação do livro “Duas vidas um destino” do escritor Nuno Meireles, com a apresentação da obra a cargo de Alberto Santos, presidente da Câmara Municipal de Penafiel.


O autor do livro “ Duas vidas um destino” nasceu em 1976, em Amarante, é formado em engenharia informática e mestre em sociologia.


Apesar de ser portador de paralisia cerebral, Nuno Meireles é autor de duas obras, ambas escritas com os pés, "A Vida e Eu", um romance autobiográfico, editado em dezembro de 2007 e "Duas vidas Um destino", um romance, editado em janeiro de 2011.


A apresentação do livro “ Duas vidas um destino” contará com a participação de um momento musical com Fátima Neto no violoncelo e Rafaela Fernandes no violino.


Sinopse de “Duas vidas um destino”


"Duas vidas, um destino" relata a vida de dois jovens em idade pré-adulta, pertencentes a classes sociais completamente distintas, de zonas do país diferentes - Cascais e Valpaços - e que devido a um acidente de viação deixa Igor paraplégico, cruza-se na vida de Iola onde esta se torna no pilar principal da sua vida. Para além das suas duas personagens principais, esta obra conta com outras personagens não menos importantes no desenrolar da estória, dando a esta um sabor ainda mais especial. "Duas vidas, um destino" é um romance bastante atual e abrangente, tocando em assuntos sensíveis da nossa sociedade, como é o caso da descriminação social não só por se ficar ou ser deficiente mas também por se ser mais pobre que os outros; da infidelidade, da sexualidade nas suas várias vertentes. É sem dúvida uma obra que vai despertar o interesse do leitor do primeiro ao último parágrafo.» in http://www.imprensaregional.com.pt/averdade/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MToiMyI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI0NzUwIjt9


(Reportagem da Agência Lusa sobre Nuno Meireles)

11/01/12

Poesia - O Meu Amigo e Poeta, Ângelo Ochôa, interpela-nos com a Glosa do Poema de Camões: "Eu cantarei d’amor tão docemente, em uns termos em si tão concertados"




"‘Eu cantarei d’amor tão docemente,
em uns termos em si tão concertados,
que os distantes ais rememorados
não deverão já mais nos ser presentes.
Olhos, mãos, vozes às claras madrugadas
lançando-se, repetindo-se, nos darão
o enlevo moído, saudoso, ausente.
Oásis indiciam brandos esgares.
Céu carinha, continuemos demanda.
Só do amor feridos figuram-se esquecidos
pousos a advir; aos quais indiferentes
vagabundamos tidos na pálida ideia
da luminosa estada; até a fim movidos
no livre acto refeitos nos alongamos."


(Glosa 2ª do Ângelo Ochôa a Luís Vaz de Camões)


(Glosa 2ª do Ângelo Ochôa a Luís Vaz de Camões)

Fauna - O siluro, um peixe-gato gigante que chega a atingir os três metros e a pesar mais de 100 quilos, está a invadir os rios portugueses, colocando em risco as espécies nativas!




«Peixe gigante invade rios portugueses

O siluro, um peixe-gato gigante que chega a atingir os três metros e a pesar mais de 100 quilos, está a invadir os rios portugueses, colocando em risco as espécies nativas. «O siluro é um predador de topo, e come absolutamente tudo o que lhe aparece à frente», explica o especialista em peixes da Associação de Conservação da Natureza – Quercus, Paulo Lucas.

Uma situação que este e outros peritos ouvidos pelo SOL dizem ser preocupante por colocar em risco muitas das espécies de peixes que vivem nas águas nacionais. «É uma ameaça tremenda para as espécies endémicas de peixes, sobretudo espécies muito ameaçadas», alerta Vítor Almada, biólogo especializado em peixes do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

Segundo os especialistas, nos últimos «três, quatro anos» foram avistados siluros em pelo menos cinco rios: Tejo, Pônsul, Ocreza, Guadiana e Zêzere. Além de ameaçar a biodiversidade dos rios, o peixe-gato pode ser perigoso para os humanos. «Nas praias fluviais, os banhistas deviam ser alertados para ter especial cuidado», avisa Paulo Lucas.

A data de entrada no pais ainda está a ser estudada, porém, os investigadores acreditam que «terá chegado há quatro ou cinco anos», adianta Vítor Almada.

O tamanho do siluro – que pode atingir os três metros e já chegou a ser confundido com um crocodilo – fá-lo deter o título do maior peixe pescado em Portugal. João Rua nem queria acreditar quando viu o peixe com mais de um metro e meio de comprimento que emergia sob a sua cana de pesca, no rio Pônsul, na zona do Tejo Internacional, em Agosto passado. «Tinha mais de 13 quilos e bateu o recorde, que ainda se mantém», diz ao SOL o pescador de 49 anos, que há três anos, decidiu dedicar-se em exclusivo à pesca deste peixe-gato gigante: «Nos últimos anos pesquei mais de 50 siluros».

A forma como o siluro, originário do Norte da Europa, chegou a Portugal é ainda desconhecida, mas muitos acreditam ter sido através de transvases das barragens. O que se sabe é que em Espanha entrou com a ajuda de um pescador alemão.

«Muitas espécies exóticas são introduzidas por pescadores que não se apercebem que estão a colocar em causa a sustentabilidade ambiental dos rios», nota Vítor Almada, referindo ainda que o peixe gigante tem fortes aliados na sua conquista pelos rios da Península Ibérica: «Tem uma grande capacidade de locomoção, de reprodução e vive muitos anos», tendo uma esperança de vida que atinge os 60 anos.

O responsável da Quercus, por seu lado, diz não ter dúvidas de que a existência do siluro põe «em causa a sobrevivência da nossa fauna piscícola». E avisa que a situação não é ainda mais grave por este animal gigante preferir «águas paradas, como é o caso das barragens em vez das águas de correntes rápidas», onde se encontra a maioria dos peixes endémicos do país.


Portugal sem plano de preservação

O ambientalista sublinha ainda que a ameaça vai aumentar nos próximos anos, uma vez que nada está a ser feito para proteger os peixes que vivem nos rios nacionais. «Não existe em Portugal um plano nacional de recuperação e defesa das espécies endémicas», alerta Paulo Lucas.

O único plano que existe, implementado pelo Governo, é o de recuperação do saramugo, espécie «seriamente ameaçada». A Quercus tem ainda uma estação aquícola para repovoamento de cinco espécies endémicas portuguesas: o ruivaco do Oeste, a boga portuguesa, o escalo do Mira, o escalo do Arado e, finalmente, a boga do Sudoeste.

Quanto ao siluro, a única forma de controlar a invasão do monstro seria «através da pesca eléctrica», explica Vítor Almada, especificando; «Mas o Estado teria de investir a sério no assunto». Fonte oficial do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade admitiu ao SOL que «não existe nenhum plano específico de combate às espécies invasoras, no caso concreto do peixe-gato» mas acrescentou que aquele organismo «acompanha com especial cuidado e atenção este tema».

sonia.balasteiro@sol.pt» in http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=38536

(MegaPeixes: O Siluro Europeu)
(Siluro)
(Po Siluro Sumec 180cm Spinning Milda)

Amarante - Mais de duas dezenas de jovens da região de Amarante, alguns dos quais licenciados, estão a apostar na cultura de cogumelos e outros produtos agrícolas como alternativa à emigração e saída para a crise económica que afeta o Baixo Tâmega!

Foto: Lusa/Estela Silva

«Amarante: Cultura de cogumelos é alternativa à emigração de dezenas de jovens


Mais de duas dezenas de jovens da região de Amarante, alguns dos quais licenciados, estão a apostar na cultura de cogumelos e outros produtos agrícolas como alternativa à emigração e saída para a crise económica que afeta o Baixo Tâmega.


Desde 2009, têm entrado na Associação de Agricultores Ribadouro, que compreende os concelhos do Baixo Tâmega e do Vale do Sousa, vários pedidos de financiamento de investimentos agrícolas, nomeadamente para a produção de cogumelos.


Maria de Lurdes Cardoso, daquela associação, disse à Lusa que na área dos cogumelos já foram aprovados 25 projetos apoiados por fundos do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), no quadro dos incentivos à instalação de jovens agricultores.


Seis outros encontram-se em fase avançada de preparação e mais dez intenções de investimento estão a ser analisadas pela associação.


"Tem aparecido muita gente desempregada, pessoas licenciadas em várias áreas e pessoas que perderam o emprego", explicou, atribuindo esta situação à crise económica que afeta a região.


"Hoje, quase diariamente aparecerem pessoas para fazerem projetos e a maioria é gente licenciada", acrescentou a técnica.


Maria de Lurdes Cardoso sublinha que o Baixo Tâmega, por ser território de minifúndio, é propício à produção de cogumelos porque esta cultura não exige muito espaço.


Além disso, observa, não é necessário fazer um grande investimento, que pode ser comparticipado, e o retorno é relativamente rápido.


"Com os apoios do Proder, é fácil iniciar atividade e adaptar uma infraestrutura que já existe", disse a responsável da Associação de Agricultores Ribadouro.


A técnica reafirma que a cultura de cogumelos e de outros produtos, como os pequenos frutos e as hortícolas, já é vista na região como uma "oportunidade de futuro".


"Não são os filhos dos velhos agricultores, mas são já os netos. É gente jovem de outras áreas que vem para a agricultura, porque a alternativa era a emigração", insistiu.


Esta opinião é partilhada por Sandra Ferrador, técnica superior que acompanha várias produção de cogumelos atualmente em desenvolvimento no Baixo Tâmega.


À agência Lusa explicou que este tipo de cultura é vantajoso para a economia rural, porque o agricultor "tem a vantagem de ir investindo e, ao mesmo tempo, ter o retorno desse investimento de forma relativamente rápida".


A técnica sublinha, por outro lado, a possibilidade de serem aproveitadas estufas ou adegas abandonadas "que podem ser facilmente adaptadas, com um pequeno investimento, para a produção do cogumelo".


Foi o caso de Pedro Catão, de 36 anos, que aproveitou os terrenos da família para em 2011 avançar com um projeto de 50 mil euros, encontrando-se a produzir, em estufas, dois tipos diferentes de cogumelos - shiitaki e repolga.


O primeiro tipo, ainda em fase de inoculação, desenvolve-se em troncos de madeira. O segundo cresce em fardos de palha e já está a ser comercializado. O empresário disse à Lusa que tem garantido o escoamento da produção dos dois tipos de cogumelos.


@Lusa» in http://noticias.sapo.pt/infolocal/artigo/1213467




(Curso Cultivo do Cogumelo Champignon - Cursos CPT)

Música Portuguesa - Dazkarieh, excelente projeto da Música Popular Portuguesa!



Dazkarieh - "Caminhos Turvos"
Dazkarieh - "Eras tão bonita"
Dazkarieh - "Meninas vamos à Murta"

Dazkarieh - "Senhora"
«Dazkarieh
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Dazkarieh
Informação geral
Origem Lisboa
País Portugal
Gêneros Rock[1]
World[1]
Tradicional alternativo[1]
Período em atividade 1999 - presente
Página oficial http://www.dazkarieh.com
Integrantes
Vasco Ribeiro Casais
Rui Rodrigues
Joana Negrão
João Campos
Dazkarieh é som do passado pelos instrumentos antigos e acústicos e é som do presente que se ecoa quando se transforma em distorção pura. É tradição portuguesa, mas também tradição dos nossos dias que provocam uma explosão sonora, ainda que plena de intimismo. Quatro músicos em palco são o elo de ligação entre passado, presente e futuro. É uma viagem pelo imaginário sonoro de Portugal e do Mundo e uma energia avassaladora que não deixa ninguém indiferente.


Índice [esconder]


1 História
2 Membros
3 Discografia
4 Referências
5 Ligações externas


[editar]História


Formados em Lisboa em 1999. Partiram da ideia de criar música tendo como inspiração várias culturas do mundo.

Cedo cresceram, tornando-se num dos mais activos e originais projectos da música portuguesa.

Com uma grande formação entre os 7 e os 10 elementos trabalharam durante 5 anos, conseguindo um estatuto de banda de culto, esgotando salas e fazendo lançamentos de cd's em lugares de alguma forma míticos (Convento do Carmo e Mosteiro dos Jerónimos). O primeiro álbum discográfico foi editado em 2002, "DAZKARIEH I", pelo próprio grupo e cedo esgotou a edição de 2000 exemplares, mantendo-se esgotada até à reedição em 2007.
Sucederam-se os concertos um pouco por todo o país e a captação de novos públicos o que lhes permitiu sempre boas referências na comunicação social.

A primeira transformação no grupo dá-se em 2003, com mudança de formação e subsequente mudança ao nível musical. Torna-se mais ambicioso, tocando mais estilos musicais, ampliando os instrumentos usados e gravando um segundo álbum discográfico em 2004, "DAZKARIEH II" que conheceu duas edições distintas. Uma primeira, que teve uma distribuição inicial com o Jornal Blitz de 5000 exemplares e uma segunda de luxo em caixa de madeira de 1000 exemplares, editada pelo grupo, e esgotada imediatamente.
Acrescente-se que neste segundo álbum, o grupo arrisca pela primeira vez as canções em português, convidando para isso o escritor Tiago Torres da Silva autor da maioria dos poemas em português.

O ano de 2004 marca também o fim da segunda formação dos Dazkarieh e do seu número alargado de músicos. No ano seguinte o grupo reduz-se a quatro elementos, mais uma vez a busca de outros sons leva a um realinhamento. Agora mais centrado na busca de um som de banda mais coeso e na exploração e transformação de temas tradicionais portugueses. Assiste-se, com esta formação, a uma experimentação sem limites que acabou por conduzir ao som inconfundível do grupo hoje em dia.

2005 é marcado pela edição de uma compilação inédita e exclusiva para a editora livreira Gailivro que teve uma tiragem de 33.000 exemplares, esgotados pouco tempo depois e que acompanhavam o livro Eldest de Christopher Paolini. Esta edição granjeou ao grupo o reconhecimento público que até então lhes tinha escapado e, sobretudo, a conquista de um público mais jovem. Registe-se que pela primeira vez, o grupo faz 50 concertos no mesmo ano.

O ano de 2006 marca o lançamento do terceiro álbum de originais, "Incógnita Alquimia", com letras tradicionais, de Joana Negrão, Baltazar Molina e Tiago T. Silva e o começo da internacionalização do grupo com concertos em Espanha e Canadá (no Festival de Verão do Québec, um dos maiores da América do Norte).

Esta internacionalização, tida agora como o grande objectivo do grupo, leva-os em 2007 a várias paragens do mundo. No mesmo ano os Dazkarieh viajam por festivais e salas do México, Cabo Verde, Espanha, Polónia, Alemanha, República Checa, Áustria e Estónia. Mais uma vez, o grupo regista mais de 50 concertos no mesmo ano, marca bastante assinalável no panorama da música world. O seu último trabalho discográfico (Incógnita Alquimia), consegue distribuição física no Reino Unido, Alemanha e Polónia e distribuição digital em todo o mundo, nas principais plataformas.

É de referir que os anos de 2006 e 2007 marcam a passagem do grupo pelos maiores festivais nacionais de músicas do mudo: Festival Músicas do Mundo de Sines, Festival Sons em Trânsito em Aveiro, Festival Med em Loulé, Festival InterCéltico de Sendim, Festival Raízes do Atlântico no Funchal e Festival Sons do Atlântico em Lagoa.

O ano de 2008 marca a consolidação dos Dazkarieh como banda eminentemente internacional, dando mais espectáculos no estrangeiro que em Portugal. É sem dúvida o ano Alemão, onde fizeram uma digressão de 15 datas. Actuaram também na Bélgica, Polónia e Suíça, sendo nomeados na Alemanha para um importante prémio de música Folk como a melhor banda do ano.

Em 2009 lançam o album "Hemisférios", um duplo em que o grupo demonstra definitivamente os seus dois lados: exploração de temas de tradição e os seus originais, mas dois lados que coexistem e se complementam.

A banda apresentou "Hemisférios" em Lisboa, esgotando o cinema S. Jorge, e realizou duas digressões por terras Alemãs assim como marcam presença pela primeira vez na Malásia como cabeças de cartaz do RainForest World Music Festival onde actuam para um público frenético de mais de 8000 pessoas.

2009 é também o ano em que os Dazkarieh comemoram 10 anos de carreira.

Em 2010 no Festival Bons Sons é registada a maior lotação de todas as edições deste festival no dia do concerto de Dazkarieh. Com este concerto não só os Dazkarieh continuam a mostrar a óptima música portuguesa ainda existente e que vai surgindo, como ainda a capacidade de evolução e inovação dentro da música portuguesa como da banda em si. Actuam também pela primeira vez no Palco 25 de Abril da Festa do Avante para 25 000 pessoas.

Entram em 2011 com o seu quinto album, Ruído do Silêncio mostrando que finalmente se sentem confortáveis e realizados com o som único que criaram. Com músicas de Vasco Ribeiro Casais e letras assinadas por Joana Negrão a par com mais alguns temas de tradição oral portuguesa. No espaço de dois meses fazem 23 concertos no estrangeiro e em Portugal para apresentar o novo disco, incluindo mais um grande lançamento para um cinema S. Jorge, em Lisboa, cheio para os receber.

Em Maio 2011 vêm o seu single do novo albúm, "Tempo Chão" integrar a novela da TVI "Remédio Santo.


[editar]Membros


DAZKARIEH:
Vasco Ribeiro Casais - Nyckelharpa, bouzouki, gaitas-de-foles
Joana Negrão - Voz, gaita-de-foles, adufe, pandeireta
Ao vivo tocam com:
Rui Rodrigues - Guitarra, Cavaquinho
João Campos - Bateria
[editar]Discografia

2002 - Dazkarieh I
2004 - Dazkarieh II - Espanta Espíritos
2006 - Incógnita Alquimia
2009 - Hemisférios
2011 - Ruído do Silêncio
Referências

↑ a b c Biografia

[editar]Ligações externas

Página Oficial
Banda no Myspace
FACEBOOK» in http://pt.wikipedia.org/wiki/Dazkarieh


"Meninas Vamos à Murta
Dazkarieh


Meninas vamos à murta
Meninas vamos à murta
que eu bem na sei apanhari
eu bem na sei apanhar

Debaixo da murtanheira
Debaixo da murtanheira
Mil abraços te hei de dari
eu bem na sei apanhar

Já não tenho coração
Já não tenho coração
Já mo tiraram do peito
Já mo tiraram do peito

Onde eu tinha o coração
Onde eu tinha o coração
Nasceu-me um amor-perfeito
Já mo tiraram do peito"


Religião - O São Gonçalo de Amarante também se comemora em Aveiro, como São Gonçalinho de Aveiro!




«S. Gonçalo de Amarante - ou «S. Gonçalinho de Aveiro»


S. Gonçalo de Amarante, da nobre família dos Pereiras, nasceu por volta de 1190, na freguesia de S. Salvador de Tagilde, no concelho de Vizela. Os pais deram-lhe uma esmerada educação moral e cristã não só pela palavra, mas sobretudo pelo exemplo da sua virtude. Tendo atingido o uso da razão, foi confiado a um douto e honesto sacerdote, sob cuja direção iniciou os estudos. Desde a adolescência, distinguiu-se na modéstia, na piedade, no esforço em se aperfeiçoar nos costumes cristãos e no progresso do trabalho escolar. Depois de cursar as ciências teológicas, foi ordenado sacerdote, iniciando o múnus pastoral como pároco da freguesia de S. Paio (ou S. Pelágio) de Riba-Vizela; logo começou a brilhar no zelo apostólico, além de se evidenciar na prática das obras de misericórdia.

Porque alimentava o desejo de visitar os túmulos de S. Pedro e de S. Paulo, em Roma, e de peregrinar a Jerusalém e aos lugares santos da Palestina, deixou os paroquianos ao cuidado dum sobrinho sacerdote e fez-se peregrino – ausência que demorou catorze anos. Tendo regressado à freguesia, o sobrinho, além de o não aceitar como pároco legítimo, rejeitou-lhe a guarida em casa.

Resignado com essa atitude, deixou S. Paio de Riba-Vizela e foi anunciar o Evangelho por aquelas terras até às margens do rio Tâmega, fixando a sua habitação num sítio quase despovoado, onde hoje é a cidade de Amarante. Construiu uma pequena ermida que dedicou a Nossa Senhora da Assunção, para nela se recolher em oração e penitência, e daí sair a pregar nos arredores. Pela sua devoção à Virgem Maria, resolveu seguir a vida conventual na Ordem dos Pregadores, recentemente fundada por S. Domingos. Consequentemente, entrou no convento de Guimarães e, uma vez concluído o noviciado, foi admitido à profissão religiosa; passado algum tempo, obteve licença de, com outro frade, voltar para o eremitério de Amarante, continuando a exercer o ministério evangélico e caritativo. Faleceu santamente em 10 de janeiro de 1262, sendo o corpo sepultado na referida ermida. Se durante a vida já se lhe atribuíam alguns milagres, mais se começaram a atribuir à sua intercessão após a morte.

Tendo-se efetuado o respetivo processo canónico, o breve pontifício da beatificação foi promulgado em 16 de setembro de 1561. A devoção ao santo mais popular dos santos portugueses, depois de Santo António de Lisboa, espalhou-se por Portugal e por muitas outras partes. Dessa veneração falou o padre António Vieira, no século XVII, no sermão que pregou no Brasil (Tomo VI, pg. 323): - «Se não têm filhos, a S. Gonçalo os pedem; e se têm muitos, a S. Gonçalo consultam se os hão de mandar à guerra, ou ao estudo, ou aplicar ao arado. Se hão de casar as filhas, S. Gonçalo é o casamenteiro, e se os próprios pais, ou não podem, ou se descuidam de lhes dar estado, a lembrança que elas por modéstia se não atrevem a lhes fazer, a fazem em segredo ao santo que, como mais poderoso e mais vigilante pai, se não descuida. A ele encomendam os pastores os gados, os lavradores as sementeiras; a ele pedem o sol, a ele a chuva; e o santo, pelo império que tem sobre os elementos, a seu tempo e fora do tempo, os alegra com o despacho das suas petições. Ele os remedeia nas pobrezas, ele os cura nas enfermidades, eles os reconcilia nas discórdias; ele, enfim, se andam desgarrados, os encaminha, e talvez os castiga também amorosamente, para que não degenerem de filhos de tal pai.»

Em Aveiro, o bairro típico da “Beira-Mar” e mesmo toda a cidade tratam carinhosamente S. Gonçalo de Amarante por S. Gonçalinho. Desde tempos imemoriais, é particularmente invocado para a cura de doenças ósseas… não recusando também o seu valimento na resolução de dificulda­des matrimoniais. As ofertas consistem não ape­nas em pernas, braços e mãos de cera… ou em flores, azeite e velas, mas ainda em cavacas do­ces. O templo atual em sua honra, que sucedeu a um anterior, ostenta a data da construção – 1714.

A festa anual realiza-se no dia 10 de ja­neiro ou no domingo próximo. A igreja e as ruas vizinhas são engalanadas com ornamentos e luzes; nos passeios, há barraquinhas onde se vendem doces variados, cavacas e diversas recordações. Para a Eucaristia, celebrada no templo decorado com primor, o espaço torna-se exíguo. Depois, durante a tarde, acontece a parte mais caraterística do programa; a dada altura, a platibanda da ermida enche-se de pessoas, o sino repica com entusiasmo e as cavacas dos ofertantes são lançadas lá de cima sobre a multidão. Os gaiatos correm e furam sem parança, dirigem-se aos pontos mais estratégicos, em­purram-se mutuamente, lançam-se ao chão à cata de alguma cavaca, enquanto o povo, em fluxos e refluxos, lhes vai facilitando a passagem ou propositadamente lhes estorva os movimentos. Até sucede que muitas pessoas usam redes colocadas em compridos paus ou abrem os guarda-chuvas que viram ao contrário; desta forma, apanham no ar as cava­cas, antecipando-se assim às mãos do rapazio sôfrego, que fica a olhar com desconsolo.

As alíneas festivas vão prosseguindo, mesmo pela noite dentro, à mistura com orações balbuciadas e promessas cumpridas em frente da imagem; nos intervalos, queimam-se muitos foguetes de vistas e de dinamite. Apesar do tempo frio de janeiro - e mesmo chuvoso - não há míngua de aveirenses, que não ficariam de bem com a sua consciência se não participassem no alegre e típico convívio. No dia seguinte, ao findar da festa, novos e velhos dão as mãos e caminham com a banda musi­cal a cantar e a dançar, enquanto os mordomos cessantes vão às casas dos mordomos do ano futuro, para os cumprimentar e lhes entregar o ramo; simultaneamente ouvem-se os der­radeiros foguetes, que estralejam no ar. Mas a festa quase sempre não termina aqui, porquanto alguns populares do bairro juntam-se à noite, na capela; aí se pode então apreciar a “dança dos mancos”. Durante algum tempo, os intervenientes executam tal dança, coxeando; simultaneamente cantam quadras populares, sob o olhar complacente de S. Gonçalinho.


Mons. João Gaspar» in http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=89042


(Reportagem - Festas de São Gonçalinho - Praça Alegria)

Desporto Motociclismo - Hélder Rodrigues vence etapa do Dakar, reforça o terceiro lugar na geral e reduziu o atraso para Despres, a 44.19 minutos!

Hélder Rodrigues vence após penalização dos primeiros


«Hélder Rodrigues vence após penalização dos primeiros


Na geral, o português reforçou o terceiro lugar e reduziu o atraso para Despres, a 44.19 minutos. Passou a ter 29.22 de avanço sobre o espanhol Jordi Viladons (KTM), que segue em quarto.


O “motard” português Hélder Rodrigues (Yamaha) foi hoje o vencedor da nona etapa do rali Dakar2012, após uma penalização generalizada de 15 minutos a vários concorrentes, entre os quais os que tinham sido os mais rápidos no dia.


Hélder Rodrigues foi o quarto melhor na tirada que terminou em Iquique, Chile, a 11.44 minutos do francês Cyril Despres (KTM), mas acabaria por passar para primeiro, já que Despres e os espanhóis Marc Coma e Barreda Bort, que chegaram depois, também foram penalizados, por troca de motor.


Assim, Hélder Rodrigues ganha a etapa, com 5:16.17 horas, seguido por Despres, a 3.16, já com a penalização.» in http://desporto.sapo.pt/motores/artigo/2012/01/10/h_lder_rodrigues_vence_ap_s_pena.html


(Dakar 2012 - Helder no final da 8ª etapa)

(Conheça o perfil de Helder Rodrigues)

F.C. do Porto Hóquei Patins: Física de Torres Vedra 3 vs F.C. do Porto Império Bonança 6 - Dragões mantiveram, esta terça-feira, a invencibilidade no campeonato nacional ao vencer em Torres Vedras!

FC Porto segue invicto


«FC Porto segue invicto


Azuis e brancos venceram a Física por 6-3, em jogo antecipado da 11.ª jornada do campeonato nacional de Hóquei em Patins.


O FC Porto manteve, esta terça-feira, a invencibilidade no campeonato nacional ao vencer em Torres Vedras.


Os decacampeões nacionais entraram fortes no desafio antecipado da 11.ª jornada e aos dois minutos já venciam por 2-0. Ao intervalo, o marcador apontava 3-1, favorável aos Dragões. Reinaldo Ventura apontou quatro dos seis golos portistas.


O FC Porto encabeça a tabela classificativa com 33 pontos, seguido de Benfica com 28 e Candelária com 24.» in http://desporto.sapo.pt/hoquei/artigo/2012/01/10/fc_porto_segue_invicto.html

«"POKER" DE REINALDO VALE VITÓRIA EM TORRES VEDRAS


O FC Porto Império Bonança ultrapassou mais um obstáculo e continua 100 por cento vitorioso nesta época. No rinque da bem organizada Física, actual quarta classificada, os Dragões impuseram-se por 6-3, com Reinaldo Ventura a apontar quatro golos. Estão decorridas 11 jornadas e o FC Porto soma 11 vitórias.


Caio marcou logo aos dez segundos e, na marca dos dois minutos, Pedro Moreira fez o 2-0. Os azuis e brancos foram para o intervalo a vencer por 3-1 e chegaram ao 6-1 aos 37 minutos. Depois, apenas foi preciso gerir a vantagem.


O FC Porto Império Bonança, comandado por Tó Neves, alinhou e marcou: Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira (1), Reinaldo Ventura (4), Caio (1) e Pedro Gil. Jogaram ainda: Nélson Filipe (g.r.), Filipe Santos, Gonçalo Suíssas, Nélson Pereira e Tiago Santos.» in http://www.fcporto.pt/OutrasModalidades/HoqueiPatins/Noticias/noticiahoquei_hoqfisicafcpcro_110112_66200.asp

10/01/12

Desporto Motociclismo - O piloto da KTM, Despres, foi ajudado pelo português na etapa de hoje do Dakar, mas não retribuiu o favor!




«Paulo Gonçalves abandonado por Despres


O piloto da KTM foi ajudado pelo português mas não retribuiu o favor.


Paulo Gonçalves ainda deve estar incrédulo com a atitude de Cyril Despres, piloto francês da KTM e vencedor de três Dakar.


Os dois motards caíram num charco de lama no início da oitava etapa do Dakar e como sozinhos não conseguiam retirar as suas motas da lama, o português ajudou Cyril.


Acontece que o piloto de Esposende esperava a retribuição do francês, o que não veio a acontecer, já que mal viu a sua mota desatolada seguiu caminho para não perder mais tempo.


Paulo Gonçalves ainda protestou e esbracejou, mas o piloto da KTM já tinha feito a sua escolha, deixando o português “desamparado”.


As imagens do episódio não foram mostradas pela organização, mas uma televisão local mostrou a história.» in http://desporto.sapo.pt/motores/artigo/2012/01/10/paulo_gon_alves_abandonado_por_d.html#?tab=content-video



(Paulo Gonçalves abandonado por Despres)
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Despres, perdeu uma ótima oportunidade de mostrar que é um bom desportista... mas, tal como na vida, hoje em dia, no desporto é salve-se quem puder... péssimo exemplo!

Amarante São Gonçalo - O Culto a São Gonçalo, figura incontornável da Cidade de Amarante!

 


«O Culto a S. Gonçalo um pouco de História

1. A antiguidade do culto de São Gonçalo é inegável. Documentado historicamente desde 1279, são várias as referências que lhe são feitas ao longo dos séculos XIV e XV, na documentação da Colegiada de Guimarães. Estes documentos não permitem a afirmação de que São Gonçalo foi uma invenção tardia. Da sua figura, entretanto, nada se sabe, o que não pode estranhar se e é comum a muitas figuras do seu tempo.·

2. A figura de São Gonçalo só começa a delinear se a partir do texto hagiográfico de 1513 (Flos Sanctorum), o mais antigo que conhecemos, que o diz dominicano. Há no entanto indícios que permitem admitir a existência de escritos hagiográficos gonçalinos anteriores àquela data.

3. 0 Auge do seu culto, no séc. XVI, ficou a dever se a uma clarividência pastoral. Até aí de dimensão apenas local, espalhado no entanto já às zonas de influência pastoral da Colegiada de Santa Maria de Guimarães, os dominicanos serviram se do seu nome e da sua inspiração para levarem a cabo uma acção de evangelização do norte de Portugal, antes e depois do Concílio de Trento, como fizeram de resto naquele mesmo tempo por outras partes da Europa, designadamente em Espanha, de que dependia a província dominicana portuguesa. Era tal, já em 1586, a dimensão do culto a S. Gonçalo, que nomeadamente no Tempo de Verão, quem quer que passasse por qualquer das estradas da região entre o Vizela e o Tâmega, se ouviam os ranchos que, por todos os lados, atroavam os ares com flautas, as mais variadas, e muitos outros instrumentos musicais populares da província.·

4. O apagamento da sua figura ficou a dever se à dificuldade de a Igreja portuguesa, e particularmente os dominicanos, se entenderem com a novidade dos tempos setecentistas e subsequentes. A partir daí, o seu culto, degradando-se progressivamente, entrou nos domínios da Etnografia, tornando-se famoso o epíteto de «casamenteiro”.·

5. São Gonçalo «casamenteiro»:

Estamos já na atualidade. Com frequência, batem ainda hoje, à porta da Igreja de São Gonçalo, moças e mulheres a quem a sorte da vida não deu a companhia esperada. Pedem casamento, que tarda a acontecer, ou melhoria na relação, que corre o risco de se perder. O Santo lá está, no interior da sacristia. Do lado esquerdo de quem entra. Imagem muito antiga de madeira. Não abana a cabeça, nem faz qualquer obscenidade, mesmo às mãos mais atrevidas ou aos pensamentos mais ousados. Tem uma corda, que pende da cintura. Tornara-se, na altura das grandes procissões, uma preciosa corrente de ligação entre o taumaturgo e as mãos ávidas de muitas vidas em desespero. Bastaria puxar pela corda, como aquela mulher anónima do evangelho que tocara a orla do manto de Jesus, para sentir os efeitos da sua benéfica intercessão.·


6. A origem do título de «casamenteiro”·

As raízes do culto fálico ou da fecundidade e da fertilidade ligadas ao São Gonçalo não têm explicações concludentes.·


a) Explicação etnográfica


Os mais avisados na etnografia acham que a coincidência das festas de Janeiro (agora no dia 10, antigamente a 28) com os velhos cultos pagãos da fecundidade, fez o casamento das tradições. As Bodas de Caná, na Liturgia, obviamente ligadas ao casamento, celebradas em Janeiro, parecem dar-se bem com memórias das deusas das águas rebentadas. Cerca de quarenta inscrições votivas a divindades aquáticas foram encontradas na Hispânia, 30 delas na Lusitânia e quatro nos conventos de Braga. Também «São Gonçalo» tem a sua fonte dos milagres! E a sua festa.

Já São Martinho (séc.VI) no número 11 da sua Instrução Pastoral sobre superstições populares, denominada “De Correctione Rusticorum”, se refere às Paganalia, também celebradas habitualmente em fins de Janeiro em honra de Telure e de Ceres. A elas se associavam ritos de defesa contra animais daninhos às culturas, particularmente as formigas e os ratos. A prática apontada por Martinho terá porventura semelhanças com outras presentes no folclore nortenho relacionadas com bodos, pão-bento, foceiras, tabuleiros, etc., que ora foram proscritas (como as Maias, proibidas por D. João I, e os Bodos, proibidos por D. João II) ora foram consentidas sob licença (nas Ordenações régias), ora foram cristianizadas através de confrarias e associadas a dias de festa. A tentação de ligação destas tradições com os doces fálicos de São Gonçalo é grande.

b) A influência brasileira


Esta última interpretação precisa obviamente de maior rigor. Sobretudo quando, antes do século XVII-XVIII, se desconhecem vestígios destas tradições. A emigração de amarantinos para o Brasil e a aculturação da devoção ao jeito brejeiro desse povo terão facilitado a expansão do São Gonçalo, «casamenteiro». É sobre este ponto que nos queremos deter agora mais em pormenor
Nas origenso casamenteiro

Dispersas pelo nordeste do Brasil encontram-se numerosas localidades cujos topónimos, coincidentes com terras portuguesas reflectem a presença de emigrados reinóis, gente de vária proveniência e profissão, que aí amanharam lar e lhes deram por nome o da povoação donde eram, local ou regionalmente, oriundos. Questão de saudosismo de identidade e orgulho das raízes terrunhas distantes, do outro lado do mar atlântico, que, separando, unia. É-se, assim, arrastado a conjecturar acerca do motivo desta panóplia de onomásticos, pois se não vê razão mais plausível para explicar o facto.

Foram os estados do Maranhão e Baía, com Piauí confinante e pobre, superfícies de infinda dimensão, desafio gigante ao desbravamento colonizador a partir da era quinhentista. O resultado ainda hoje se vê, no litoral e no interior, na sementeira de municípios, crismados com topónimos lusos, e, como marca metropolitana da piedade cristã, de oragos de templos e confrarias.

Crença e culto espelham-se à saciedade na iconografia devota e na liturgia festiva, a evidenciar com eloquência essa transplantação de fé católica ida da mãe pátria.


Denominadas Amarante, duas terras se perfilam não demasiado distantes entre si: uma, mais a norte do estado de Piauí, espaço geográfico comprido e estreito, a separar o Pará do Maranhão, confinado pelo mar no topo setentrional e pelo da Baía a sul; outra, Amarante de ltiúba, neste último, cerca de uma centena de quilómetros a norte de Feira de Santana, em que a criação de gado é a actividade económica dominante. A rede hidrográfica, em toda a região, dispõe de rios caudalosos que fertilizam solos e abrem vias à circulação de pessoas e bens. Durante séculos, desaguaram em Salvador levas migratórias sobretudo minhotas. Há mais de seis dezenas de anos, o etnógrafo brasileiro João da Silva Campos informava que, como resultado de suas pesquisas «em livros de enterramentos e assentos de irmãos da Misericórdia, tombos e Conventos de Ordens Terceiras e Irmandades, testamentos e diversos assuntos, dos arquivos oficiais e particulares da Baía», a grande maioria de emigrados para a capital do estado baiano era natural do Porto, Viana do Castelo, Arcos-de-Valdevez, Guimarães e Ponte de Lima».

E, porque o povo crente recorre a todo o momento aos intercessores celestes, muitos dos quais passaram também agruras sem conta em sua vida mortal, logo baptizaram essa grande porta de acolhimento de Baía de Todos os Santos e por lá espalharam cultos, rituais e crendices, testemunho vivo de cultura, religiosidade e saudosismo.

No burgo e Recôncavo - área de cento e vinte quilómetros de terrenos irrigados pelos inúmeros fios de água que correm no Lagamar, como aliás no restante Brasil, S. Gonçalo de Amarante é particularmente venerado.

Com seu nome, há no Rio Grande do Sul um rio de margens verdejantes, salpicadas de arvoredo, e no Rio de Janeiro consagraram-lhe um município.

No Recife e Maranhão, os festejos do Santo, casamenteiro das moças de antiquíssima tradição, são dos mais populares, havendo nas igrejas, à semelhança do que acontecia em Portugal, os bailes de S. Gonçalo, carregados de erotismo, a merecer a censura e condenação da hierarquia eclesiástica. Nas noventa e uma freguesias da vasta arquidiocese de Baia - cujo número não coincidia com o aro da capitania que só contava setenta e duas - havia, no início do século XIX, três que o tinham por orago (padroeiro): a Vila de S. Francisco, a de Campos e Jesus Maria e a de Pé do Banco. Criada no último quartel do século XVI, S. Gonçalo de Patituba, em pleno Recôncavo, havia já sido extinta.

Quase a dobrar a era de novecentos, mais duas surgiram, a juntar às cento e onze existentes, vindo a tomar o nome do Taumaturgo (milagreiro): S. Gonçalo de Amarante de ltiúba e S. Gonçalo e Senhor do Bonfim de Estima'.

Na voragem do tempo desapareceu a sua capela do Convento Imperial de Santa Clara do Desterro, tão carinhosamente cuidada pelas religiosas e onde, cada ano, entre os festejos ao padroeiro havia irreverências condenáveis e outeiros, danças e namoros lascivos.
E, se na ilha de ltaparica se incrusta um lugarejo com a capelinha de S. Gonçalo, três fazendas, que vieram a fundir-se na actual área urbana, assim se denominaram: a ocupada pelo cemitério, a sita para as bandas do matadouro do Retiro, nas terras do Marquesado de Niza; e a implantada ao entrar na cidade no ameno arrabalde do Rio Vermelho, ao alto da Paciência, cujos últimos proprietários, por legado pio, foram os monges beneditino. Engenhos se conhecem dois: o de S. Gonçalo do Poço, no Recôncavo, e o do município de Santo Amaro. Na igrejinha do Rio Vermelho, votada ao abandono desde inícios do século XIX, com rija pompa, de que ficou fama, veneravam-no os pescadores, respeitando-se as costumadas tradições: a das pastorinhas a esmolar e o passeio da bandeira com a efígie do santo pintada por entre alas de tambores. Às festas de S. Gonçalo no templo do Bonfim assistiam o governador e a nobreza, atingindo os folguedos excessos naturais, alimentados pelos desregramentos dos devotos vindos de toda a parte para cumprir promessas e associarem-se à folia.


Na actualidade: o violeiro

Do Brasil, destacamos, sem dúvida, a famosa «Dança de São Gonçalo», embora proveniente, segundo parece, de antiga tradição portuguesa. Câmara Cascudo, no seu Dicionário folclórico, relata os festejos que em Amarante, na Sé do Porto, e em muitas outras localidades de Portugal se realizavam em honra ao popular santo casamenteiro.

Esta dança conhece variantes, conforme o lugar. Geralmente a dança é realizada dentro de casa ou em local coberto, onde se arma um altar com imagem de São Gonçalo e outros de devoção. Dela temos testemunho, pelo menos, na Bahia, Minas, Paraíba, Pernambuco, Ceará, São Paulo.

A Dança a São Gonçalo é organizada em pagamento de promessa a São Gonçalo. O promesseiro organiza a função. Existe em quase todos os estados brasileiros, com algumas variantes. A dança é desenvolvida de frente para este altar. A dança é dividida em partes chamadas "volta", cujo número varia entre 5, 7, 9 e 21. Entre cada "volta" há interrupção e todos aproveitam para se servir das iguarias oferecidas pelo promesseiro: café com biscoitos, bolos, pão com carne e bolachas são as mais frequentes.

As "voltas" são desenvolvidas com os violeiros cantando, a duas vozes, enquanto os dançadores, sapateando na fileira em ritmo sincopado, dirigem-se em dupla até o altar, beijam o santo, fazem saudação e saem sem dar as costas para o altar, ocupando os últimos lugares de suas fileiras. Cada volta pode demorar de 40 minutos a 2 ou 3 horas, dependendo do número de dançadores.

Na última "volta" - em São Paulo chamada "Cajuru" - forma-se uma roda onde o promesseiro encerra a dança carregando a imagem do santo, retirada do altar. Se houver mais de um pagador de promessa e mais de uma imagem, todos os promesseiros carregam simultaneamente as imagens; no caso de haver apenas uma imagem para vários promesseiros, o santo pode ir passando de mão em mão.

O violeiro, que é o chefe da dança, coloca-se ao lado esquerdo, e no direito seu primeiro auxiliar, chamado de "contrato" (corruptela de contraalto). Por trás do mestre de dança, fica outro auxiliar, designado "tipi", sem viola, o mesmo acontecendo com o segundo violeiro. Os dançarinos postam-se atrás dos dois elementos corais, em duas filas, guardadas as devidas distâncias. O mestre fica à testa da fila esquerda.

A fila direita, encabeçada pelo violeiro, desloca-se sempre obedecendo os sinais dados com a cabeça pelo mestre. O violeiro e seus auxiliares avançam até o altar. Os dançarinos então escolhem seus pares e vão se colocando em fila. Quando a postos, o mestre da dança ordena aos folgazões que se ajoelhem e rezem.

As violas desencadeiam um ritmo lascivo, em compasso de verdadeiro lundu. A dança começa e o entusiasmo apossa-se dos participantes. As mulheres movimentam-se, remexendo as ancas, saltando em louvor de São Gonçalo. Os homens acompanham os rebolados sensuais com interesse. Puxam fileiras, dão umbigadas, lembrando as famosa saturnais romanas. A promiscuidade do vice-rei, de parceria com os cavalheiros de sua casa, com monges negros, anulando todas as diferenças sociais, em ostensiva provocação dos sexos, levou a igreja católica a proibir esta dança.

Não é por acaso que São Gonçalo é representando no Brasil, com a viola. Tivemos notícia, ainda há pouco, de um CD de homenagem a todos os violeiros, no Brasil, precisamente com o nome de São Gonçalo, da autoria de Paulo Freire. O tema é inspirado na dança de São Gonçalo, da cidade de São Francisco, Minas Gerais. No CD há uma gravação desta dança da região do Bonito, em que o guia foi mestre Salu. Não temos à mão o som, mas temos o tom do culto contemporâneo nestas quadras de Roberto Correia dirigidas ao cantor:


Nos pés, cravados na pele, espinhos de flor
o instinto, no enleio da dança, vencido na dor
nas mãos, o toque do violeiro cantador
tiranas, canções de gesta, cantigas de amor.
Viva viva São Gonçalo
reviva São Gonçalim
na dança do entrançado
jornada do trancelim.
São Gonçalo violeiro
é tão triste o meu viver
eu aqui vivo banzeiro
sem ninguém pra me querer.
São Gonçalo do Amarante
seja lá de onde for
tire logo este quebrante
que é pr'eu ter um novo amor.


c) Explicação global (antropológica)


Se esta elucidação não deixa de ser interessante, ela pode cair no risco de ser marginal. Há mesmo quem tenha inventado a teoria de que «casamenteiro das velhas» viria de uma degeneração do linguajar popular que se referiria a «casamenteiro das de Ovelha», localidade próxima de Amarante. Cremos que não será preciso ir tão longe para perceber a graça desses elementos fálicos, matrimoniais ou afectivos, lúdicos ou musicais, no culto a São Gonçalo. A popularidade de um santo facilita o acesso do povo. E, nessa familiaridade com o patrono, pode-se chegar à ousada aventura de lhe confiar até as coisas mais íntimas e as mais atrevidas. É normal que só a alguém de muita confiança e proximidade se confiem causas tão difíceis como «vergonhosas» ao olho curioso e esperto da comunidade. Ainda hoje, não raro, coram com acanhamento aquelas que perguntam «onde está o São Gonçalo “da corda”»? Mas ninguém pode esquecer que Santo António também tem os seus casamentos e outros santos as suas travessuras... Ora o que passa é que se dá uma transferência afectiva da vida dos devotos, que pretende não tornar-se iguais aos santos, mas tornar os santos iguais a si...

Tem graça estas graças. Porque a partilha sincera do nosso mundo interior nem sempre encontra interlocutor à altura. As promessas e as cantigas, os doces e as “puxadelas” na corda, serão sempre melhores do que fixações doentias expiadas no divã do psiquiatra. De resto, ainda que em tempos idos, a Igreja tivesse de “corrigir desvios”, como o da dança à volta do túmulo, hoje vai percebendo que também aqui não se deve separar o que Deus uniu: o afecto e a fé, a religião e a cultura, o sentimento e a sua expressão mais que variada.


Manifestações actuais do culto

Está já implícita na análise feita, a actualidade do culto a São Gonçalo, no Brasil. Bastaria um segundo de navegação internâutica em busca de «São Gonçalo», para entrar num mar de expressões cultuais e culturais, das quais destacamos a dança a São Gonçalo. Façamos agora uma breve apresentação do culto, nas suas manifestações portuguesas e actuais:


1.Novenas

Longe vão os tempos em que se organizavam grandes clamores, grupos de homens e mulheres, em oração e canto, a caminho do Mosteiro de São Gonçalo. Mas recentemente, por iniciativa do pároco local, têm-se desenvolvido em Amarante as novenas a São Gonçalo. Grupo de nove meninas, em peregrinação ao Mosteiro entoam cânticos, determinados por estas regras: sem refrão, sem adaptação a músicas conhecidas, interpretação segundo a melodia e a forma tradicionais. Além das quadras inventadas pelo grupo, é comum a todas cantarem estas três:


I
São Gonçalo de Amarante,
Abri portas e portais.
Aqui vai uma Novena
De meninas iguais.

II
São Gonçalo de Amarante,
Casai-me que bem podeis,
Qu’eu já tenho quinze anos,
Vou entrar em dezasseis.

III
São Gonçalo de Amarante,
Casamenteiro das velhas,
Porque não casais as novas,
Que mal vos fizeram elas?!


2.Missa e Procissão


A Celebração Eucarística (Missa) constitui o ponto de partida e o ponto de chegada da Festa em honra de São Gonçalo. Afluem ao Mosteiro de São Gonçalo centenas de fiéis, que neste dia cumprem a promessa, participando na Eucaristia solene, onde não falta o incenso, a pregação e a comunhão. De tarde, alinham-se mais de 14 andores, adornados de flores, pelas ruas da Cidade, num preito de louvor ao taumaturgo local. São Gonçalo ocupa o lugar principal.


3. Cravos

Há ainda o costume de oferecer cravos a São Gonçalo. Um santo local não «tem especialidades». É «pau para toda a colher». É um santo de «clínica geral». Está à mão de semear... e a Ele tudo confiam. Muitas pessoas, com verrugas ou calos nas mãos, a que popularmente chamam de «cravos», por uma espécie de transferência fonética, oferecem «cravos» (flores) para pedir ou agradecer o desaparecimento dos cravos (verrugas). São tantos e tais que na conclusão da Procissão são atirados da Varanda dos Reis (uma espécie de galilé exterior do Convento), para toda a população em sinal de bênção.


4.Ex-votos

Costuma designar-se em sentido genérico «ex-voto» o sinal que as pessoas deixam de oferta. No sentido iconográfico, é uma espécie de pintura, que demonstra e relata a cura ou outro milagre. A grande maioria das pessoas oferecem em cera a parte do corpo de que foram curadas. Mas não só. Parece inalterável a descrição que o Padre António Vieira fez do culto, num Sermão pregado na Bahia, onde dizia:

“Ide, ide a Amarante, visitai no sagrado Mausoléu de S. Gonçalo as memórias imortais de sua vida póstuma, e vereis o que me ouvis. Vereis, ou pintadas, ou de vulto, como trofeus das suas obras divinamente humanas, as muletas dos mancos, os braços dos aleijados, os olhos dos cegos, as orelhas dos surdos, as línguas dos mudos, as mortalhas dos mortos, ou moribundos: e porque os males interiores, e invisíveis são os que mais atormentam, e matam, também vereis os corações dos tristes, dos aflitos, dos perseguidos, dos desesperados, que só na invocação de nome de S. Gonçalo acharam a consolação, o alívio, a respiração, o remédio”. 

Como era no princípio, agora e talvez sempre...


Santo casamenteiro

São Gonçalo, casamenteiro das velhas, segundo dizem os populares. Mas nos dias de hoje nem só S. Gonçalo faz casamentos. Ele próprio é casado, a torto e a direito, com diversas causas e coisas. Casam-no com a cidade (ou com o concelho?), com feriados municipais, com turismo, com mensagens de boas festas, até com campanhas eleitorais, construções e outras coisas mais. É, nos dias que correm, um santo “popular” e, certamente, bastante ocupado.

Este ano o dia 10 de Janeiro, dia de S. Gonçalo, foi a um sábado e, portanto, um “quase-feriado”, que certamente satisfez aqueles que defendem, intransigentemente, a comemoração do feriado municipal neste dia, usando também como argumento muitas grandes cidades, onde se incluem Porto e Lisboa, que comemoram o seu feriado municipal no dia dos santos padroeiros, embora exista o pequeno pormenor desses dias acontecerem em tempo de veraneio, logo mais apropriados a todo o tipo de celebrações.

No Inverno, seja em termos religiosos, culturais ou turísticos, o feriado municipal terá sempre piores condições para ser celebrado.

No Verão, os dias são maiores e mais propícios para todos os eventos que se queiram realizar, quer em nome de S. Gonçalo, quer em nome do Município de Amarante. A reclamação, de alguns, da falta de eventos no dia 8 de Julho não parece valer de argumento para a mudança da comemoração do feriado.

Se um não é feriado, existem eventos a realizar, mas faltam condições e o outro é feriado, tem condições mas faltam eventos, porque não comemorar o dia de S. Gonçalo, feriado municipal, em... 8 de Julho? Seria sui generis, não há dúvidas, mas demonstraria, na prática, generosidade e abertura de todas as partes» in http://bemvindoamarante.com.sapo.pt/CultoS.goncalo.htm

(Isabel Silvestre - "São Gonçalo de Amarante")

(São Gonçalo - Brigada Victor Jara)

【HD】 Cidade de Amarante