31/08/11

Seleção Nacional de Futebol - O defesa central Ricardo Carvalho renunciou hoje à seleção portuguesa de futebol, afirmando ter-se sentido «desrespeitado e ferido» na sua dignidade!



«Ricardo Carvalho renuncia à seleção portuguesa

O defesa central abandonou esta tarde o estágio da seleção nacional.
O defesa central Ricardo Carvalho renunciou hoje à seleção portuguesa de futebol, afirmando ter-se sentido «desrespeitado e ferido» na sua dignidade.
«Sinto-me em plena forma física e também mental, como o tem demonstrado a minha prestação no meu clube e na seleção. Se me fazem sentir a mais e não mo dizem, a única possibilidade é a saída», afirma o defesa do Real Madrid, em comunicado enviado à Agência Lusa.
O jogador abandonou hoje o estágio da seleção lusa, em Óbidos, sem apresentar justificação, e já não viajou para o Chipre, onde Portugal disputa na sexta-feira um jogo do Grupo H de qualificação para o Euro2012.
«Tendo cumprido 75 internacionalizações e sido profundamente dedicado à defesa do bom-nome da equipa das ‘quinas’, nunca antes me senti tão desrespeitado e ferido na minha dignidade. Entre os meus pares, sou apenas mais um atleta. No entanto, mereço também, como os outros, consideração e respeito», sublinha Ricardo Carvalho.
O defesa acrescenta ter sempre defendido que uma equipa se faz de «companheirismo, de união e de abnegação por uma causa maior».
«Não tencionava terminar o meu percurso desta forma mas faço-o consciente e convicto de que honrei sempre o meu país», frisou Ricardo Carvalho, no mesmo comunicado, concluindo com um «muito obrigado a todos os portugueses».» in 
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Confesso que me custa a crer que Ricardo Carvalho tomasse esta atitude por dá cá aquela palha... 
Mas não acham estranho que todos estes problemas, que surgiram ao longo do tempo, na Federação Portuguesa de Futebol, tenham sempre um denominador comum: Gilberto Madaíl e  Amândio de Carvalho... quando será que caiem da cadeira! Uma coisa é certa, Ricardo Carvalho não merecia sair assim da Seleção Nacional, merecia sair pela porta grande! Haja vergonha! 
Um abraço de solidariedade de um amarantino, ao Ricardo carvalho!

Ricardo Carvalho ( The Defense Legend ) *2011* Goals

II Ricardo Carvalho 2011 II Not Afraid Of Blood II HD 1080p II

Ricardo Carvalho - (Forever)

La Tomatina - Toneladas de tomate deram o mote para uma intensa guerra vermelha que se travou mais uma vez nas ruas da cidade espanhola de Buñol!




«Buñol trava guerra anual de tomates 

40 mil pessoas e várias toneladas de tomate deram o mote para uma intensa guerra vermelha que se travou mais uma vez nas ruas da cidade espanhola de Buñol.
Veja aqui as imagens de 'La Tomatina' 2011


Os participantes foram avisados para usar óculos protectores e roupas velhas durante a luta e para o rescaldo da batalha a câmara municipal disponibilizou duches portáteis e pontos de água.
Assim que a escaramuça terminou ruas e paredes foram devidamente lavadas e a vida voltou aos poucos à normalidade.
Esta tradição tem as suas raízes em 1945, quando um grupo de crianças travou a primeira de muitas batalhas que se tornariam anuais e famosas.
SOL/AP» in 
http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=27490



La Tomatina de Buñol 2010

Política Internacional - Ilse Uyttersprot, uma autarca belga, foi filmada a ter relações sexuais e os vereadores apoiaram... eu também!





«Vereadores apoiam autarca apanhada a fazer sexo em público


Já lhe chamam o caso "Towegate", por ter sido numa torre de um castelo que Ilse Uyttersprot, uma autarca belga, foi filmada a ter relações sexuais. Mas os vereadores da câmara de Aalst anunciaram já que mantêm a confiança na presidente. RECORDE O VÍDEO

12:17 Quarta feira, 31 de Ago de 2011
A oposição exige a renúncia imediata da presidente da câmara da Aalst, mas, reunidos numa sessão extraordinária na terça-feira, os vereadores decidiram manter o apoio à autarca.
A imprensa belga chama ao escândalo "Towergate", já que Ilse Uyttersprot foi apanhada, por um grupo de jovens que visitava um castelo situado, segundo o jornal Le Soir, em Navarra, Espanha, a ter relações sexuais com o namorado numa das torres.»
Ler mais: http://aeiou.visao.pt/vereadores-apoiam-autarca-apanhada-a-fazer-sexo-em-publico=f619913#ixzz1WcjIdepc
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Sinceramente acho que fizeram muito bem em fazer amor no Castelo, pois Espanha é quente, eles vêm da Bélgica e sentiram o apelo do clima mediterrânico... muito melhor a vereadora fazer amor, do que ser corrupta, ou ser uma má política e um mau ser humano... não fez nenhum mal ao Mundo e consolaram-se com o Sol Espanhol...

Seleção Nacional de Futebol - Segundo comunicado publicado no site da FPF (Federação Portuguesa de Futebol), Ricardo Carvalho, deixou a concentração da seleção nacional, sem comunicar o motivo!

«Ricardo Carvalho ausentou-se sem autorização


O defesa deixa, automaticamente, de fazer parte das escolhas de Paulo Bento para jogo com o Chipre.
Segundo comunicado publicado no site da FPF (Federação Portuguesa de Futebol), o jogador deixou a concentração da seleção nacional, sem comunicar o motivo.
Tal facto, leva a que o jogador não viaje com a equipa para o Chipre.
Leia o comunicado na íntegra:
«O jogador internacional português, Ricardo Carvalho, ausentou-se, esta quarta-feira, do estágio da Selecção Nacional - Clube Portugal, por iniciativa própria e sem comunicar essa ausência à Direcção da Federação Portuguesa de Futebol ou ao Seleccionador Nacional. Como tal, não viajará com a restante comitiva para Nicósia, onde a Equipa das Quinas realiza, sexta-feira, o seu sexto jogo na fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2012.» in http://desporto.sapo.pt/futebol/seleccao/artigo/2011/08/31/ricardo_carvalho_ausentou_se_sem.html

«Afinal, Ricardo Carvalho foi expulso
Segundo a "Cadena Ser" de Espanha, saída noturna durante a concentração em Óbidos originou a expulsão do central português.


Esta quarta-feira, horas antes da partida da comitiva lusa para o Chipre, a FPF emitiu um comunicadoonde se lê que Ricardo Carvalho «ausentou-se do estágio da Seleção Nacional por iniciativa própria e sem comunicar essa ausência à Direção da Federação Portuguesa de Futebol ou ao Selecionador Nacional. Como tal, não viajará com a restante comitiva para Nicósia, onde a Equipa das Quinas realiza, sexta-feira, o seu sexto jogo na fase de qualificação para o Campeonato da Europa de 2012».
No entanto, o programa "Carrusel Deportivo", da rádio espanhola Cadena Ser, através do seu Twiter, informa que Ricardo Carvalho terá sido expulso devido a uma "escapadela noturna", quando havia sido proibido qualquer ausência durante a concentração em Óbidos.» in 
http://desporto.sapo.pt/futebol/seleccao/artigo/2011/08/31/afinal_ricardo_carvalho_foi_exp.htm-------------------------------------------------------------------------------------------------
O Futebol Português, às vezes, dá ideia de ser uma mostra de vaidades pessoais e uma escola de meninos mimados, que deveriam olhar à sua volta e observarem a realidade social que assola o País... mas temos estas Divas...
Se foi uma fugida noturna de Ricardo Carvalho, também é de estranhar o comportamento de um atleta que tem sido exemplar ao longo da sua carreira desportiva...

Crime - O Ministério Público suspeita que tenha sido falsificada a assinatura de Angélico Vieira que consta nos documentos de venda do carro!




«MP suspeita que assinatura de Angélico tenha sido falsificada

O ministério Público suspeita que tenha sido falsificada a assinatura de Angélico Vieira que consta nos documentos de venda do carro que conduzia a 26 de Junho quando teve um acidente que lhe custou a vida, avança o Correio da Manhã.
Tendo em conta a suspeita, o MP já pediu ao Laboratório de Polícia Científica da PJ para fazer uma perícia aos documentos.
Escreve ainda o CM que um dos quatro pneus fotografados pela GNR no local do acidente não coincide com outro que foi encontrado no dia a seguir, depois de o BMW ter sido rebocado.
A autenticidade da assinatura foi levantada em primeiro lugar GNR num relatório feito pela GNR e agora por uma diligência oficial pedida pela família, explica o jornal.
As dúvidas surgem porque o dono do stand do automóvel inicialmente afirmou que o carro, sem seguro, pertencia à sua empresa. Mas mais tarde veio apresentar documentos a atestar o negócio de venda da viatura a Angélico.
SOL» in 
http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=27455

30/08/11

Amarante - Beleza Poética dos Moinhos em ruínas do Rio Olo, em Canadelo, Amarante!

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Há poesia, nos restos de um Moinho no Rio Ôlo, em Canadelo, Amarante!


Confesso que me seduzem estes Moinhos que já foram utilizados em tempos remotos, quando o Homem tinha uma convivência mais racional com a Natureza... mesmo desfeitos, têm uma marca forte, muita vida ali passou, muita água... muitas estórias!

Saúde - Vírus do sarampo pode ajudar no combate ao cancro!

Vírus afecta um receptor comum e altamente expresso nas células cancerigenas do pulmão

«Vírus do sarampo pode ajudar no combate ao cancro

Cientistas canadianos descobriram que um marcador de células tumorais é um receptor para o vírus do sarampo, o que sugere ser possível a utilização deste para ajudar a combater o cancro.
Os vírus causam infecções ao ligarem-se a proteínas específicas na superfície das células chamadas receptores.  De acordo com um artigo publicado na “PLoS Pathogen", uma equipa liderada por Chris Richardson, da Escola de Medicina de Dalhousie,  no Canadá, descobriu que o marcador  PVRL4 (nectin-4) é o receptor do vírus do sarampo em  questão que se encontra nas células das vias respiratórias (alvo deste vírus, assim como os pulmões).

Além disso, grandes quantidades de PVRL4 também estão presentes em muitos cancros que se originam nas células do pulmão, cólon, mama e ovários.
O receptor foi descoberto mediante uma comparação de proteínas produzidas em células cancerígenas susceptíveis ao vírus com proteínas de células resistentes. Dado que o PVRL4 se encontra em muitos tipos de cancros humanos, o vírus do sarampo pode ser usado especificamente para infectar as células cancerosas e activar o sistema imunitário contra os tumores.
A capacidade dos vírus do sarampo para matar as células cancerigenas foi previamente estudada por cientistas da Clínica Mayo, nos EUA, mas esta é a primeira vez que se demonstra que o vírus tem como alvo um receptor comum e altamente expresso nas células cancerigenas do pulmão, cólon, mama e ovários. Desta forma, o método poderá vir a ser usado para combater vários tipos de cancros.» in 

Amarante - Paços do Concelho, quando ainda não estavam tapados...

Paços do Concelho de Amarante

Fotografia que retirei há uns anos atrás do Jornal "Tribuna de Amarante" e que vem recordar os meus tempos de miúdo... quando o meu Pai ia ao Café Bar era neste local que gostava de estar, adorava o movimento... o Zé Engraxador andava por ali nos seus negócios; as diversas repartições conferiam a este local uma centralidade brutal... quase obrigava as pessoas a encontrarem-se, adorava este local... só não gostei muito da primeira vacina que levei, neste local, com o Dr. Van Zeller a rir-se com benevolência do puto com medo de seringas! Diz-me ele com um sorriso: "Nem pareces um Timoteo rapaz!"

29/08/11

Arqueologia - Nos jardins de “King’s Knot”, em Stirling Castle, na Escócia, foi encontrada uma fortaleza circular coberta com relva pelos arqueólogos da Universidade de Glasgow!



«MESA REDONDA DE REI ARTUR PODERÁ TER SIDO ENCONTRADA NA ESCÓCIA


Nos jardins de “King’s Knot”, em Stirling Castle, na Escócia, foi encontrada uma fortaleza circular coberta com relva pelos arqueólogos da Universidade de Glasgow. Os investigadores suspeitam que por baixo daquele achado possa estar a Mesa Redonda do Rei Artur. Os jardins onde desde Maio estão a decorrer as investigações datam de 1620, embora se estime que a forma circular descoberta seja mais antiga.

O objectivo da investigação, que decorreu em conjunto com a Stirling Local History Society (SLHS) e a Stirling Field and Archaeological Society , é descobrir mais segredos sobre a história para além dos que já foram desvendados. A Mesa Redonda do Rei Artur era o local onde os cavaleiros se reuniam para debaterem os problemas de segurança do reino, mas ao contrário do que acontecia em outras reuniões da época, estes cavaleiros não se diferenciavam através de classes sociais.

Esta não é a primeira vez que alguém tenta descobrir mais mistérios em torno da Mesa Redonda. Também Carlos I, no século XVII, tentou investigar mais segredos na mesma zona onde agora estão a decorrer as investigações.

O historiador John Harrison, presidente da SLHS, revelou que “os arqueólogos estão a utilizar uma técnica de teledetecção geofísica e ao que parece localizaram uma vala circular por baixo de ‘King’s Knot’”, cita o jornal britânico The Daily Telegraph. Harrison que estudou o “King’s Knot” durante 20 anos acrescenta: “É um mistério que os documentos não podem resolver, mas a geofísica deu-nos novas perspectivas.”

O coordenador do projecto, o arqueólogo Stephen Digney, defende que a área em torno do Stiling Castle “tem algumas das mais belas paisagens da Europa medieval”, e que por isso esta “investigação é um passo empolgante que conta com o esforço sério para explorar, explicar e interrogar”.

Alguns escritores medievais fizeram referência ao local como sendo a principal localização para a famosa Mesa Redonda do Rei Artur. O poeta escocês John Basbour disse, em 1375, que a mesa redonda estava no sul de Stirling Castle, e em 1478, foi a vez de William de Worcester contar como é que o “Rei Artur manteve a Mesa Redonda em Stirling Castle”.
in Jornal Público | 29 de Agosto de 2011» in 

(Stirling Castle and the old town)

Universidade do Minho - Projeto Manual Digital: Biblioteca do Gigante!

bibliGigante


«Projeto Manual Digital: Biblioteca do Gigante



Está online em http://www.manualdigital.pt/bilioteca/ “A Biblioteca do Gigante” a mais recente novidade do Manual Digital para o ano lectivo 2011/12 resultante do projecto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (SI IDT) que estamos a desenvolver em co-promoção com a Universidade do Minho.

Pretendemos com esta iniciativa divulgar e dar a conhecer algumas das dezanove histórias multimédia, que contêm várias personagens de clássicos infantis, que se envolvem e interagem em diferentes situações, remetendo para a intertextualidade. Para além de potenciar hábitos de leitura, promove a exploração por parte das crianças, de cenários, imagens, personagens e acções.

Neste mesmo espaço, através de cada uma das histórias, são apresentados e trabalhados os padrões ortográficos existentes na língua materna. A partir de exercícios interactivos e dinâmicos, as crianças vão fazer um trabalho de exploração e interpretação das histórias e em simultâneo, contextualizar em palavras os padrões ortográficos, pelo reconhecimento e identificação dos respectivos sons.

Descobre as histórias multimédia da Biblioteca do Gigante.»

28/08/11

F.C. do Porto Andebol: F.C. do Porto Vitalis 25 vs S.L. Benfica 24 - Dragões começam época a vencer Torneio de Portugal!

«FC PORTO BATE BENFICA E VENCE TORNEIO DE PORTUGAL

O FC Porto Vitalis venceu este domingo o Torneio de Portugal ao vencer na final o Benfica por 25-24.

O jogo foi desde início bastante equilibrado, com ambas as equipas a exibirem boas prestações defensivas, o que contribuiu para a baixa eficácia de concretização registada ao intervalo, altura em que os dragões venciam por 12-10.

Na segunda parte o equilíbrio manteve-se, principalmente durante os últimos 15 minutos, quando o jogo ficou empatado a 17 golos.

Daí até ao final, a incerteza do resultado era uma constante, no entanto veio ao de cima a qualidade dos tricampeões nacionais, com Wilson Davyes e Pedro Spinola a serem eficazes nos momentos decisivos.

Ricardo Moreira selou a vitória ao fazer o 25-23, quando restava menos de um minuto para jogar, de nada valendo o último golo do Benfica.

Destaque para a eficácia de 100 por cento de Dário Andrade e para Wilson Davyes, decisivo em momentos chave do jogo.

Marcadores: Wilson Davyes, 6; Ricardo Moreira, 6; Dario Andrade, 5; Tiago Rocha, 4; Pedro Spinola, 3; Filipe Mota, 1.

Obradovic: "Foi importante chegarmos ao final deste torneio sem nenhum jogador lesionado, este troféu demonstrou a qualidade existente no andebol português. Na próxima semana vamos dar tudo por tudo para nos qualificarmos para a Liga dos Campeões, contudo não será fácil, já que jogamos em casa do adversário, vamos ter de jogar melhor do que no ano passado."» in 
http://www.fcporto.pt/OutrasModalidades/Andebol/Noticias/noticiaandebol_andfcpslbcro_280811_63586.asp

História - Portugal também teve o seu Robin dos Bosques... Zé do Telhado!




«Zé do Telhado


I - O REPARTIDOR PÚBLICO

José Manuel de Castro Pinto conta a história de José do Telhado, que a si mesmo se nomeara para o cargo de Repartidor Público. Esta designação faz pensar nas "repartições públicas", esses lugares de disforia em que invariavelmente esperamos horas, ao qual regressamos várias vezes, de onde nos remetem para outras repartições, das quais nos reenviam para a primeira, seja por causa de uma contagem de tempo para fins de aposentação, seja para recebimento de um subsídio ou abono de família. Para nós, hoje, "repartição pública" é uma expressão cujos progenitores filológicos estão remetidos para a obscuridade, substituível por "burocracia".


Porém, quando o autor insiste nessa circunstância de o Zé do Telhado se apresentar como Repartidor Público, logo o contexto e a parentela etimológica se iluminam - há repartições públicas porque a riqueza de uma nação deve ser repartida (equitativamente) por todos os cidadãos. E quem seria então o legítimo Repartidor Público? Encontrei vários cargos consignados nos livros com o primeiro nome - Repartidor Nacional de Cargas (eléctricas), repartidor de águas, repartidor de heranças, e no Brasil havia o repartidor nos engenhos do açúcar -, mas não descobri nenhum "Repartidor Público". Talvez nunca tenha existido, excepto na mente de quem faz este raciocínio: a riqueza da nação deve ser repartida por todos e não apenas por alguns, não é justo que uns poucos tenham tudo e a maioria viva na pobreza, logo tem de haver um Repartidor Público à margem da lei, se os Estados não tomam esse en_cargo. Ora este raciocínio faz parte de um ideário socialista, o que confere dimensão política à figura do herói que cavalgava pelos montes, se escondia nos bosques e nas serras, e comandava homens chamados "Pequeno" e "Pedreiros", que o tratavam por "Mestre". Em geral, os pedreiros têm como matéria-prima a pedra, os homens da floresta usam a madeira. Todos porém costumam designar-se por "construtores" ou mesmo "arquitectos".
José do Telhado é o Robin Hood português. Actuou como comandante de quadrilhas de salteadores em meados do século XIX. A sua atitude é de benemérito: não só tira aos ricos para dar aos pobres, e obriga os ricos a repartirem com os que nada têm, como age à maneira de Salomão, repartindo outro tipo de justiças. Por coincidência salomónica ou não, uma das suas repartições também envolve uma criança, que o padre da aldeia não queria baptizar, por a mãe não ter dinheiro para pagar as custas do sacramento; o José do Telhado não só obriga o padre a baptizar o bebé como a dar dinheiro à mãe. As suas maiores vítimas, como D. Ana Vitória, cuja casa de Carrapatelo vimos assaltada em texto anterior, acabam por ser os seus maiores aliados, dispensando-lhe protecção, quando o cerco das autoridades se aperta. A sua área de operações foi o Norte, sobretudo região do Douro central - Penafiel, Amarante, Felgueiras, Serra do Marão - e o facto de à rede dos seus informadores terem pertencido padres, e outras pessoas de estatuto social elevado, deixa perceber que o fenómeno envolve movimentações nada compatíveis com a criminalidade em sentido estrito. Outro aspecto estranho para o qual José M. Castro Pinto chama a atenção é para ilegalidades nos processos judiciais: falsificação e desaparecimento de documentos, suborno de testemunhas, etc.. É esse o título do capítulo 28: "Os assaltantes têm de cumprir as Leis. E as autoridades podem falsificar julgamentos?" Anota o autor, cheio de razão: "Mas parece-nos que aquilo que mais terá incomodado a justiça não terá sido os assaltos que fez, mas sim a denúncia das injustiças sociais que ficavam tão à mostra. Um salteador gozar da simpatia das classes humildes e até de gente rica - incomoda, pois claro! - e muito."
Porventura a quadrilha seria mais um pequeno exército, aliás o José do Telhado cumprira serviço militar e participou na revolução da Maria da Fonte, com Sá da Bandeira, a quem salvou a vida - Sá da Bandeira ocupou o mais alto grau na Carbonária portuguesa. Era um perito em armas de fogo. Chama-nos igualmente a atenção o uso do machado, instrumento tão ligado à madeira como o malhete à pedra, que também vimos ser usado no "Assalto à casa de Carrapatelo", e aparece noutros assaltos. Porventura um ideário socializante o moveria, já que é um desafio ao regime a existência de um Repartidor Público e de uma repartição de riquezas cometida à revelia da Lei. José do Telhado (1818-1875) morreu em Angola, no desterro. Não fora esse desacerto cronológico e geográfico do destino e teria participado na implantação da República Portuguesa, levada a cabo por pessoas como ele e da sua rede - gente da "floresta", armada, pertencendo a todos os estratos sociais, sobretudo intelectualizados. É para esse alvo utópico que tende o sentido mais amplo da narrativa, e essa também a matéria que o autor se propõe desenvolver num segundo volume.



II - AUTOR ANÓNIMO


É preciso distinguir as formas dos conteúdos para descrever este livro algo bizarro, profundamente híbrido, que podemos classificar como manual escolar, como guião de filme, como biografia, mas que realmente, ao misturar tudo isto, cria algo de novo, até do ponto de vista gráfico: a reconstituição do autor, na maior parte dos casos dialogada, é acompanhada por imagens, documentos, citações em prosa e verso de outros autores, resumos, esquemas escolares para análise de texto, mapas geográficos, notas sobre a etimologia das palavras e significado de certos vocábulos, apelos à atenção do leitor para a moral da história, etc.. São estes alguns caracteres da morfologia externa da obra. Os internos tendem todos para o mesmo alvo: a reposição da verdade. A verdade repõe-se em duas frentes: correcção de dados biográficos erróneos, e correcção da leitura que certos sectores fazem sobre o facto de José do Telhado ser um simples salteador. Realmente, não é possível aceitar esta versão. Faltam elementos para o caracterizar mais completamente, sobretudo acerca do período em que José do Telhado foi militar, pois era no Exército e Marinha que se procedia em maior escala ao recrutamento para as sociedades secretas. Talvez José M. Castro Pinto abra essa porta no segundo volume. Por enquanto, na falta de mais informação, a simples colagem a Robin dos Bosques, permitida pela tradição, já confere dimensão literária e mítica à sua pessoa, o que é incompatível com a ideia de um simples criminoso que apenas move ao desejo de o encarcerar. Ele movia à adesão, simpatia popular, compreensão, cumplicidade, e até ao amor das vítimas.
Pela segunda vez, José Manuel de Castro Pinto conta a história de José do Telhado, tão insatisfeito com a primeira que não a inclui na bibliografia, e dela só salva algumas citações atribuídas a "Autor Anónimo". Estas citações são curiosas, interferem ficcionalmente com a sua orientação para os factos, e mesmo jurídicos, que constituem o mais forte contributo para o apuramento da verdade histórica neste segundo livro, a que se seguirá um terceiro (segundo volume). O autor fez pesquisa, consultou fontes primaríssimas como certidões de nascimento, casamento, os autos, etc.. E também consultou fontes muito secundárias, poetizadas no "Só" por António Nobre e romanceadas nas "Memórias do Cárcere" por Camilo Castelo Branco, que esteve preso com José do Telhado na Cadeia da Relação do Porto.
Camilo é aliás o seu principal ponto de referência quanto à reposição da verdade, porque o autor do "Amor de Perdição" não submete a literatura aos factos históricos. Como qualquer artista, submete a História às necessidades da arte, por isso as suas datas e nomes relativos a José do Telhado e familiares estão errados. Porém Camilo, com o seu desacerto nos pormenores, é uma fonte primária também. Ele conheceu o Zé do Telhado, estiveram presos na mesma altura e, segundo informação pessoal de José Manuel de Castro Pinto, foi Camilo quem arranjou advogado ao Zé do Telhado - Joaquim Marcelino de Matos, de Lamego, formado em Coimbra, e que passou para a praça do Porto. Era também um ardente defensor das correntes socialistas que estavam a difundir-se em Portugal, fez parte dos batalhões da Patuleia - os patuleias eram os radicais de esquerda de então. Defendeu o réu gratuitamente, aliás há um pormenor no livro que nos desperta a curiosidade, tanto mais que o autor não parece dar-lhe atenção: o José do Telhado não era pobre, vestia bem, mirava-se ao espelho, apreciando apresentar-se apessoadamente. Porém rico também não era e teve de ser socorrido na fase final, até por esse advogado benemérito. Ora bem: qual o destino então dos saques? Que fez ele à parte que lhe competia da repartição dos roubos, e que não devia ter sido tão pequena como isso?
E sobra ainda esse entremês ficcional: entre história e literatura, onde encaixar os testemunhos do autor anónimo?
Ele é um elo de ligação entre textos morfologicamente diversos, uma personagem romanesca, uma figura de auto-ironia que só descodifica quem leu o seu primeiro livro. Nós aguardamos ansiosamente o terceiro e não o segundo, pois muito há ainda para descobrir sobre o Zé do Telhado. Só uma parte do que parece uma alta venda foi ainda desvendada, a excitante telenovela (e porque não usar o guião para esse fim?) ainda vai no adro.» in 
http://www.triplov.com/castro_pinto/meg.htm
Investigação sobre - "José do Telhado"

"José do Telhado"

José do Telhado - (à mesa do café)

CINEMA PORTUGUÊS - "JOSÉ DO TELHADO" - (VÍDEO 3)
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Casa do Zé do Telhado, em na freguesia de Mouriz, Paredes, encontrava-se em bom estado e aberta ao público até ao 25 de Abril, quando foi abandonada e progressivamente se tem degradado ao longo dos anos... 
Recordo com saudade quando ia ao porto com os meus pais e ele chegando a Mouriz me diziam: "Olha menino, foi aqui que viveu o Zé do Telhado... ouvia com grande fascínio as estórias que os meus pais contavam sobre este famoso personagem do Século XIX!
E então ouvir o Sr. Sousa de Pousada, Fregim, O Sr. Pinto Coelho de Gatão, um amante dos livros de Camilo e com a sua cultura o que ele me contava: "Dizia-me que a casa do zé do Telhado não era em Mouriz Paredes, mas sim em Castelões, Penafiel... a casa de Mouriz era do Zé Pequeno, seu cunhado...", enfim, eu só sei que lenda ou verdade, eu ficava a ouvi-los a contar a história do assalto à casa do Carrapatelo e a algumas de Fregim e de Amarante, com grande atenção e emoção!




Casa do Zé do telhado em Castelões, Penafiel, à data Concelho de Santa Cruz do Riba Tâmega!



Túmulo do Zé do Telhado em Malange, em Angola para onde foi desterrado e onde acabou os seus dias, depois de ter tido três filhos de uma Angolana.



Casa do Carrapatelo, Marco de Canavezes, onde o Zé do telhado fez uma assalto histórico!

História de Zé do Telhado
A Vida do José do Telhado!